10 Benefícios da Virtualização de Desktops

No artigo anterior passei diversos conceitos sobre Virtualização de Desktops, sobre as diferenças entre VDI e RDS, vantagens e desvantagens entre eles e a ideia que um modelo misto pode ser a melhor saída.

O objetivo principal da Virtualização de Desktops são ganhos de gerenciamento, segurança, disponibilidade do ambiente, mobilidade, padronização e diminuição de custos de aquisição e manutenção dos desktops.

Vou tratar dos principais benefícios adotando-se solução de Desktops Virtuais:

1. Menor custo de aquisição dos Desktops

Embora um projeto de VDI normalmente não fique mais barato do que desktops tradicionais, ocorre a migração dos investimentos, ao invés de comprar máquinas de última geração para as pontas, o poder de processamento deve ser concentrado no Datacenter, então o investimento muda para servidores mais poderosos para suportar a infraestrutura, permitindo equipamentos mais simples nas pontas

2. Possibilidade de uso de Thinclients

Um Thinclient por definição é um computador projetado apenas para acesso a um ambiente de virtualização de desktops, com isso, costuma ter uma arquitetura mais simples, com menos complexidade de implantação e manutenção. No conceito correto, eles não possuem peças móveis (não tem HD nem coollers), então suportam ambientes mais hostis, com vibrações e até poeira, e no caso de quebra, a substituição é simplificada, pois não possuem configuração nem dados para serem migrados (toda informação está no datacenter).

Mesmo os Thinclients que fogem da definição, com coollers por exemplo, oferecem vantagens: normalmente são equipamentos bem menores que os Desktops comuns, mais baratos, com baixo consumo de energia, menor dissipação de calor e mantém o conceito de nenhuma configuração e dados locais. Em alguns projetos, os ganhos de espaço físico ou energia elétrica podem justificar os investimentos.

ZeroClient Wyse P25

 

3. Maior performance

Toda a performance depende dos servidores, e aí pode-se usar conexões de 10Gbits (normalmente não disponíveis nos Desktops), discos SSD de alta performance (versus discos SSD básicos nos Desktops), placas GPU e memória para execução dos desktops virtuais.

Um ganho futuro, quando a estrutura crescer, basta investir nos servidores, e todos os usuários terão ganhos de performance, enquanto que numa estrutura tradicional, seria necessário investir em todos os Desktops. Isso costuma trazer o prolongamento da vida dos desktops para até 8 anos, versus 5 anos em uma estrutura tradicional.

4. Facilidade de Gerenciamento

Os Desktops virtuais são criados a partir de templates de máquinas virtuais, que já possuem os softwares da empresa pré-instalados, Windows atualizado, antivírus e configurações de rede. Isso faz com que, para o deploy de um novo desktop para um novo usuário, por exemplo, o trabalho seja extremamente reduzido.

O connection broker também permite algumas facilidades de gerenciamento, como a criação automática de novos desktops, acesso remoto da equipe de TI sobre o Desktop para suporte ao usuário, reciclagem automática de desktops, integração com virtualização de aplicações e virtualização do perfil dos usuários.

5. Padronização das estações

Tanto usando VDI quando RDS, é possível padronizar através de templates os softwares e acessos disponíveis. Assim, a empresa passa a ter uniformidade entre os desktops, facilitando o suporte, a interação entre usuários, o aprendizado e disponibilização de novas aplicações.

6. Alta Disponibilidade dos Desktops

O principal ponto de defeito de um Desktop são os componentes físicos do mesmo e um fator crítico quando um defeito acontece são os dados e configurações locais, que num ambiente de virtualização de desktops são irrelevantes, pois basta trocar o equipamento que os dados estão seguros no datacenter. Assim, quando um usuário tiver um problema na máquina local, basta substituir em poucos minutos para que o funcionário volte a produzir.

Os Desktops rodando no Datacenter podem ser protegidos pelas mesmas técnicas avançadas de proteção dos servidores virtuais, ou seja, podem ser instalados em clusters virtuais e no caso de falha do servidor hospedeiro, o Desktop volta automaticamente no ar em outro servidor.

Também é possível fazer backup e replicação dos Desktops, provendo tempos de recuperação muito rápidos em caso de falha do sistema operacional, ou seja, técnicas que nem se cogita em fazer com Desktops tradicionais.

7. Mobilidade para os usuários

A virtualização de Desktops oferece uma entrega padrão do Desktop para o usuário independente do dispositivo, isso permite que o usuário possa sair da sua mesa de trabalho, logar em outro dispositivo (numa sala de reunião, por exemplo) e visualizar os mesmos aplicativos e arquivos da mesma forma em que está familiarizado.

Também permite a execução em Tablets e Smartphones, entregando a mesma interface e aplicativos, que não estariam disponíveis para as plataformas nativas desses aparelhos.

Mesmo usuários que ficam fora da empresa podem se beneficiar da virtualização de Desktops com recursos como o Local Mode do VMware Horizon View.

8. Desktop sempre ligado

Um recurso bem interessante é que o usuário não precisa desligar seu desktop, ele pode simplesmente desconectar do mesmo e as aplicações que estavam abertas continuarão lá. Quando ele reconectar em outro dispositivo, ele terá acesso aos mesmos aplicativos, com um tempo de reconexão muito mais rápido.

Isso permite, por exemplo, que na quebra do dispositivo de acesso, ao reconectar, o usuário não perca nenhuma palavra digitada, se ele estava redigindo um e-mail por exemplo, ao reconectar estará no mesmo ponto onde parou.

Junto com a mobilidade, é possível abrir a tela de um BI no computador de mesa e continuar depois a partir de um tablet. Ou então, em um hospital, abrir a prescrição de um paciente no posto de enfermagem e depois reconectar no mesmo desktop virtual em um dispositivo a beira leito para lançar os medicamentos utilizados.

9. Segurança dos dados

Como já falamos aqui, os dados dos desktops ficam armazenados nos servidores do Datacenter. Isso permite a execução de backups centralizados, garantindo a disponibilidade dos dados.

Pelo mesmo motivo é mais fácil restringir o acesso aos dados e aplicar políticas contra acesso não autorizado; podem ser bloqueados dispositivos externos como Pendrives, e, mesmo se o dispositivo for roubado, não terá nenhum dado nos discos locais sem estar criptografado.

Além de que, toda a conexão é criptografada, utilizando protocolos padrões de mercado, então o risco de vazamento de informações é mínimo.

10. Escalabilidade e Independência de fornecedor

Num ambiente de Desktops virtuais é possível fazer a distribuição de aplicativos muito rapidamente e com total garantia de compatibilidade. Basta instalar o aplicativo no template padrão e mandar replicar para todas as máquinas virtuais e o aplicativo estará instalado automaticamente para todos os usuários.

Também é possível combinar com tecnologias de virtualização de aplicativos, o que garante ainda mais compatibilidade, é possível, por exemplo, executar duas versões diferentes do Internet Explorer simultaneamente, pode-se configurar que a última versão mais atualizada será usada por padrão e para um site que requer compatibilidade com uma versão anterior, essa será usada automaticamente.

Ainda pensando na facilidade de operação, o upgrade do sistema operacional é facilitado, uma troca de Windows XP para Windows 7 pode ser feita apenas substituindo o template padrão, pode ser feita de forma controlada e previamente testada

Conclusão

Os benefícios da virtualização de Desktops são muitos, nesse artigo apresentei bem resumido os principais conceitos.

Embora os custos iniciais de aquisição sejam iguais ou maiores que um ambiente de Desktops tradicionais, utilizando-se de Desktops virtuais o custo para manutenção e gerenciamento é bem reduzido, somando-se isso aos benefícios para os usuários, como mobilidade, desktop sempre ligado, fácil recuperação de desastres e segurança, é uma opção bem interessante para empresas de todos os portes.

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O que é Desktop Virtualization ou Virtualização de Desktop?

O que é Desktop Virtualization ou Virtualização de Desktop?

 

Virtualização de Desktops é uma tecnologia que separa o sistema operacional e suas aplicações do dispositivo físico que acessa o mesmo.

Pode ser usado também com virtualização de aplicação (por exemplo, usando ThinApp), e por um sistema de gerenciamento de usuários (também chamado de virtualização de usuário, por exemplo, usando VMware Persona), assim, todos os componentes são virtualizados, criando um ambiente muito mais seguro para os Desktops.

Nas implementações mais avançadas, o sistema operacional é uma máquina virtual executando em um servidor rodando um hypervisor dentro de um datacenter. Isso traz estabilidade para o ambiente, e dependendo da implementação, ganhos significativos de performance.

Como os servidores executam em equipamentos muito mais avançados que um desktop comum, um Desktop virtualizado pode acessar os dados da rede a velocidades altas como 10Gbits (versus 1Gbit de um desktop comum), ter a base de aplicativos principais executados a partir de discos SSD de alta performance, ter acesso a placas de computação GPU e quantidades significativas de memória (é comum ter servidores com 128Gb ou 256Gb para desktops virtuais).

Os dispositivos clientes para conexão aos Desktops remotos podem ser Desktops comuns, rodando alguma versão do Windows ou Linux, Thinclients (mini-desktops, com recursos limitados, mas que trazem benefícios de espaço reduzido e baixo consumo de energia), Notebooks comuns, Netbooks, Chromebooks (como anunciado no VMware PEX 2014), Tablets (iPad ou Android) e até Smartphones (iPhone ou Android).

A conexão dos clientes com os desktops é gerenciada por um Connection Broker, que estabelece um protocolo (por exemplo: PCoIP ou RDP) para a comunicação.

Os serviços para hospedar Desktops Virtuais são chamados de VDI (Virtual Desktop Infrastructure), e são responsáveis pela gerência dos Desktops (criação automática e deleção das máquinas virtuais), gerência da conexão dos usuários, segurança (controle de criptografia e de acesso a dispositivos), gerência do perfil dos usuários, de aplicações, entre outros recursos.

Outra forma de entregar Desktops Virtuais, embora alguns especialistas não considerem, é através de Terminal Service, ou Remote Desktop Services como é chamado no Windows Server 2012. A grande diferença do VDI e do RDS é que numa estrutura de VDI é usado um sistema operacional para Desktop comum, como Windows 7 ou Windows 8, enquanto que no RDS é usado um sistema operacional de servidor, como o Windows Server 2008 ou Windows Server 2012.

Ainda sobre VDI versus RDS, num ambiente RDS normalmente são necessários menos recursos para entregar o Desktop, pois os usuários compartilham o mesmo sistema operacional, enquanto que no VDI, como cada usuário tem um sistema operacional para si, têm maior flexibilidade, autonomia e compatibilidade com aplicações e dispositivos remotos.

Em um ambiente empresarial pode-se usar uma configuração mista entre RDS e VDI para entregar o melhor custo-benefício mantendo a flexibilidade.

Alguns aplicativos de fornecedores para implementar VDI: VMware Horizon View, Citrix XenApp (antigo Metaframe), Dell vWorkspace (antigo Quest vWorkspace), Microsoft Terminal Services (acompanha o Windows Server).

O termo DaaS (Desktop as a Service) é usado para indicar quando um provedor externo ou mesmo quando a empresa entrega o Desktop sob demanda para os usuários.

O objetivo principal da Virtualização de Desktops são ganhos de gerenciamento, segurança, disponibilidade do ambiente, mobilidade, padronização e diminuição de custos de aquisição e manutenção dos desktops, mas isso será tema para outro artigo.

Saiba mais sobre VMware View!

Sobre o autor
Fernando Ulisses dos Santos
Diretor de Tecnologia na Blue Solutions
Especialista em Segurança da Informação
Certificado VCP-DCV, VCAP-DT, VCP-DT

 

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