Qual provedor de Computação em Nuvem vai fazer chover primeiro? Office 364 ou AmazOff? Uma crítica sobre Computação em Nuvem

Com todo o buzz de mercado sobre Computação em Nuvem, é comum que uma empresa queira fazer a movimentação de seus dados e aplicações para a nuvem.

Claro que a Computação em Nuvem tem seus benefícios reais, como escalabilidade e pagar sob demanda, é um modelo de negócio bem atrativo.

Mas do lado do datacenter, qual a complexidade para atender todos esses clientes? Dezenas de milhares de clientes significa milhares de servidores, milhares de portas nos switches, tecnologia de ponta (e menos base testada), ferramentas de automatização específicas (usada apenas pelos grandes provedores, com bugs que podem acontecer só com eles), enfim, um problema que acontecer no datacenter de grande porte, sempre vai ser mais complexo de resolver do que um simples reboot em um servidor local.

Sim, isso já aconteceu antes:

Se continuarmos buscando, vamos encontrar mais e mais casos de problemas nos principais datacenters e serviços de nuvem online.

Sua empresa pode ficar 1 dia sem e-mail porque o provedor de nuvem está com um problema sério? Ou porque estão sofrendo um ataque DDoS? E se sua empresa sofrer um ataque DDoS? Além de ficar sem Internet, fica sem acesso aos dados e aplicativos.

Sem duvidar da competência ou da capacidade de solução de problemas de cada um deles, será que toda a complexidade extra não adiciona uma camada extra de problemas que não teríamos se os servidores estivessem “em casa”?

Falando em complexidade extra, como os dados estão fora da empresa, a mesma fica obrigada a ter no mínimo 2 links de Internet com operadoras diferentes para acessar os dados, o que não precisaria se os dados estivessem na empresa… bom, redundância de Internet sempre é bom, mas poderiam ser 2 links de baixo custo e não 2 links profissionais com SLA e tudo mais.

E o que falar da segurança? Será que um funcionário desse datacenter não é corruptível a ponto de entregar os dados da sua empresa para seu concorrente? E as operadoras de interconexão? Você tem certeza que todas as conexões e dados estão criptografados? Já ouviu falar dos ataques de Man-In-The-Middle contra conexões SSLv2? Ataque de Heartbleed? E o ataque de Blue Pill?

E quando acontecer a falha? Você vai culpar quem? Será que a culpa não é sua por ter escolhido o datacenter errado? Mas qual o datacenter correto?

Os dados da sua empresa estão hospedados no seu país? E os backups, também estão no seu país? E a contingência deles? Será que os dados estando na nuvem não ficam mais suscetíveis a espionagem de agências e concorrentes mundo afora?

Será que o Datacenter escolhido está localizado em uma área sujeita a desastres naturais? E as linhas de comunicação que ligam o mesmo até sua empresa? E as linhas de energia nesse caminho? Mesmo que não seja uma interrupção total, mas uma degradação nos serviços pode custar horas de produtividade da equipe.

E os impostos? Você contratou um datacenter que é local, mas e a fatura? Um  grande provedor de nuvem, embora tenha infraestrutura no Brasil, tem efetuado as cobranças pela matriz nos EUA, com isso sua empresa fica responsável por recolher os impostos. E se não está recolhendo, está sonegando, sujeito a multa.

Por último, o que acontece se um provedor de nuvem entender que você não pagou a conta? O cartão de crédito foi cancelado e seu financeiro esqueceu de trocar no provedor, depois saiu de férias e ninguém está olhando os e-mails de alerta, em quanto tempo seu serviço será cancelado? E em quanto tempo será reestabelecido assim que efetuar o pagamento?

Enfim, embora a nuvem tenha suas vantagens, deve-se considerar os riscos, e ficar atento aos detalhes para que não se transforme numa tempestade e para que seus dados não vão embora com a chuva.

 

Sobre o autor
Fernando Ulisses dos Santos
Diretor de Tecnologia na Blue Solutions
Especialista em Segurança da Informação
Certificado VCP-DCV, VCAP-DT, VCP-DT

 

 

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Blue Solutions presente no evento da Tier4 – Inovações em Data Centers

   Marcando o lançamento de seus equipamentos na área de segurança e infraestrutura de Data Centers, a Tier 4 Intelligente Solutions, empresa integradora de soluções na área de TI, promoveu no último dia 04 de junho de 2014,na Sociedade Hípica Paulista, um encontro exclusivo com gerentes, diretores de TI e parceiros.

   O evento para 250 convidados proporcionou aos participantes conhecerem de perto as funcionalidades do novo Data Bunker TIER4® e também puderam conhecer de perto o interior do Pre Fab Data Center, que ficou aberto à visitação.

    “O evento destina-se a mostrar a parceiros e clientes, o que realmente tem de inovador no mercado mundial, pois a solução é fruto de 1,5 ano de pesquisa e desenvolvimento, que resultou na qualidade de diversos fabricantes mundiais, onde se materializou no projeto do Pre Fab Data Center. Outra solução que foi registrada pelo INPI como invenção é o Data Bunker, solução exclusiva desenvolvida pela TIER4, que transforma toda a estrutura física de um Data Center”, informa Daniel Fazenda Freire, CEO da TIER4 Intelligent Solutions.

   A Blue Solutions que que é parceira da Tier4 e mantém uma relação bem próxima com a empresa, marcou presença no evento representada por seu Gerente Comercial Erisvaldo Santos e dois de seus executivos de conta, Carlos Cunha e Adhalber Imanishi.

   Outro destaque da programação foi a palestra “As 10 principais tendências e tecnologias que terão um impacto critico em TI, nos próximos cinco anos” de Henrique Cecci, diretor de pesquisas do Gartner, líder mundial em pesquisa de tecnologia da informação. Com mais de 27 anos de experiência em TI, o especialista abordou pontos importantes de suas pesquisas sobre a modernização de Data Centers, com foco em servidores, energia, refrigeração, otimização de custos, entre outros temas.

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