Avaliação de Plataformas em Nuvem: Microsoft Azure vs Amazon AWS vs Google Cloud vs Oracle Cloud

Me envolvi em um projeto hospedado na nuvem e depois de uma péssima experiência com um datacenter tradicional (demora de 10 dias para provisionar uma VM, multas absurdas de cancelamento, contrato leonino), acabei sugerindo ao cliente hospedar em um ambiente de nuvem de verdade, com capacidades de expandir e diminuir sob demanda e rapidamente.

Para atender a demanda, revisitei os fornecedores de computação em nuvem para avaliar como estão as ofertas e serviços.

Vou contar nesse artigo minha experiência na contratação e provisionamento das duas plataformas que considero os principais players do mercado: Microsoft Azure, Amazon AWS EC2, com uma avaliação extra do Google Cloud e Oracle Cloud em alguns aspectos.

Os Concorrentes

Como já temos serviços gerenciados dentro da Blue e o cliente já estava executando em máquinas virtuais comuns dentro do Datacenter, minha opção era encontrar uma oferta de IaaS (Infrastructure as a Service) equivalente, eu já imaginava que poderia ter ganhos em custos, flexibilidade e opções, mas não esperava tanta diferença.

  • Amazon AWS: pioneira na oferta, lançou seus serviços de nuvem em 2006, começou com serviços específicos de armazenamento e depois evoluiu para o Elastic Cloud Computing (ou EC2), que é sua oferta de máquinas virtuais baseada no virtualizador Xen. Possui o maior marketplace e maior oferta de serviços entre todos.
  • Microsoft Azure: lançada em 2010, talvez seja a oferta mais simples entre elas, a principal oferta são máquinas virtuais completas sobre plataforma Intel. Possui alguns serviços diferenciados e amplo marketplace, mas quase tudo se resume em instanciar uma máquina virtual com o serviço, sendo que alguns casos não se tem acesso ao sistema operacional.
  • Google Cloud: lançada em 2008, somente em 2013 passou a ter a oferta da Google Compute Engine, que armazena máquinas virtuais, é a menor delas, embora tenha o Google por trás, eles não possuem uma rede de parceiros extensa, e nesse caso chegar atrasado e não ter uma rede de canais pronta significa quase ficar sem participação do mercado.
  • Oracle Cloud: lançada em 2015, a Oracle é a lanterninha do grupo. Teve crescimento significativo no ano, mas isso não representa muito para as receitas da Oracle. Com uma estratégia de vender através de parceiros e valores agressivos, talvez vejamos um rápido crescimento da Oracle nos próximos anos.

Os Datacenters

Com exceção do Google, todos os outros três players possuem datacenter no Brasil, isso é importante por conta da latência de rede e facilidade para fazer a primeira cópia de dados para migração, embora esse serviço precise ser consultado se está disponível em cada um deles. Veja a localização dos Datacenters:

  • Datacenters Amazon AWS – bem distribuídos mundialmente, a Amazon possui a maior quantidade, com 42 áreas disponíveis
  • Datacenters Azure – mesmo tendo lançado depois, possui a segunda maior quantidade de datacenters disponível com 30 áreas, imagino que é por conta da oferta pré-existente de Office 365 e a extensa rede de parceiros que conseguiu crescer tão rápido
  • Datacenters Google Cloud – possui a menor quantidade de datacenters entre os quatro analizados, apenas 6 áreas
  • A Oracle não divulga seus Datacenters, achei artigos dizendo que são mais de 24, incluindo Brasil, mas nada específico. Em uma das telas de login aparece uma listagem com 16 opções de datacenters, talvez seja o número mais correto do que o divulgado na mídia

Vale a pena testar a latência para os mesmos, para determinar se sua aplicação terá boa performance para os usuários:

Manter instâncias da aplicação em múltiplos datacenters também pode ser uma estratégia de alta disponibilidade e de performance.

Preço

Na Amazon tive um pouco de dificuldade de encontrar os valores e depois de relacionar os valores com as ofertas de máquinas virtuais, até que localizei a calculadora online. A Oracle é um pouco confusa ao mostrar os preços. Google e Azure foram bem tranquilos.

Existe a pegadinha do preço ser em dólar, o que pode fazer a fatura variar mensalmente de acordo com o câmbio, também os tributos devem ser recolhidos pelo tomador do serviço, exceto quando contratado pelos parceiros e distribuidores.

Os valores variam bastante de acordo com a localidade, sendo os Datacenters nos EUA os mais baratos para hardware e uso de banda.

Sugiro utilizar as calculadoras para simular o custo, pois qualquer comparativo que eu colocar aqui vai ficar desatualizado rapidamente, seguem os links de acesso:

Das calculadoras, a Amazon é a mais difícil de entender e de utilizar, a interface da calculadora tem muitas opções e alguns botões não tão óbvios. A Azure é a mais simples de utilizar.

Sobre a Oracle, eles tem por objetivo vender através da rede de parceiros já existente, normalmente você comprará créditos para efetuar a configuração e executá-la por um período (1 ano ou mais), esse valor pode ser parcelado e será usado sob demanda. A vantagem é travar a taxa de câmbio, ter os impostos inclusos e ter uma fatura mensal fixa, preferível por muitas empresas. A desvantagem é que fica com a estrutura um pouco mais rígida.

Preços de máquinas virtuais

Os valores variam bastante de acordo com a região. Um exemplo, a menor máquina virtual da Amazon (t2.nano) é com 1 processador e 512Mb de memória, custa US$ 4.32 hospedado nos EUA e US$ 7.40 hospedado no Brasil.

A Azure possui a menor máquina com 1 processador, 0,75Gb de RAM e 20GB de disco, sai por US$ 13.39 mensais nos EUA e US$ 16.37 hospedada no Brasil. Embora maior valor inicial, o mesmo não cresce tanto nas VMs maiores.

No Google, a menor VM tem 1 processador com 0,6Gb de RAM, o disco pode ser personalizado, com 10Gb sai por US$ 4.49 mensais hospedado nos EUA.

A Oracle, enquanto escrevo esse artigo, só tem ofertas a partir de 1 CPU reservada com 7,5Gb de memória, está no roadmap deles ter máquinas menores com até 25% de CPU reservada com 1,8Gb RAM (ou seja, máquinas que compartilham a infraestrura), as atuais (OC3) são vendidas por US$ 75 (ou R$ 260,00) cada.

Preços de Internet

Uma coisa que muda versus as ofertas nacionais é que fora do Brasil normalmente a Internet é tarifada por tráfego e não por banda, isso significa altas taxas de download e upload, mas uma conta variável de banda.

Aqui de novo os valores internacionais e nacionais variam bastante, um datacenter no Leste dos EUA chega a custar metade de São Paulo.

Amazon e Azure tem os valores de banda na calculadora. A Amazon pede para preencher o tráfego de entrada na calculadora, mas no final não cobra por isso. Como a oferta deles é mais completa, tem mais opções na calculadora também, você precisa preencher apenas o “Data Transfer Out”.

A Oracle não cobra pelo primeiro Gigabyte transferido no mês.

A pegadinha do tráfego por banda é quando você quiser migrar da nuvem, aceitando tráfego de entrada sem tarifar, algumas aplicações podem ser desenvolvidas para receber dados sem limites, mas quando precisar migrar para outro lugar, todo o tráfego de saída será tarifado.

Preços de Suporte

A oferta padrão dos fornecedores oferece suporte apenas para cobrança e ao Dashboard, não aos serviços.

Amazon e Azure possuem um primeiro nível de suporte por US$ 29, chamado Developer em ambos, oferecem suporte básico em horário comercial.

O nível dois de suporte oferece suporte limitado aos sistemas operacionais, na Amazon sai por US$ 100, na Azure por US$ 300.

O nível 3 sai por US$ 1000 na Azure, e existe um quarto nível com gestor de contas que na Amazon sai por US$ 15000 mensais e na Azure o preço é informado apenas sob consulta.

A Oracle e a Google não possuem essa oferta.

Em todos os casos, a contratação por um parceiro pode incluir essa oferta servida pelo parceiro.

Ativação & Testes

Todos os quatro fornecedores possuem contas grátis para testes com formatos diferentes, é possível experimentar, instanciar máquinas virtuais e serviços básicos.

Ativei uma conta grátis em cada um dos fornecedores e instanciei uma máquina virtual, nenhuma apresentou dificuldades extras. No Google, como eu estava logado com minha conta no mesmo navegador, foi mais simples. Na Azure, eu também estava logado na minha conta do Office 365 e na verdade apresentou problemas, precisei reiniciar o processo.

A Azure, Amazon e Google solicitaram o cadastro de um cartão de crédito internacional, Azure, Amazon e Oracle solicitaram ativação ligando ou enviando SMS para um número de celular.

A Oracle pede criação de uma conta Oracle, que pode ser um pouco chato de fazer. A Oracle disse que enviou um e-mail de ativação, mas o e-mail nunca chegou, consegui fazer logon mesmo assim, os serviços de teste foram instanciados apenas algumas horas depois, como não recebi o e-mail, fiquei sabendo dois dias depois.

Segurança

Não é o caso de aplicar uma norma de segurança em nuvem assim que chegar, mas a Amazon e o Google me deram a melhor experiência nesse sentido.

Assim que provisionei uma máquina virtual Linux na Amazon, foi sugerido criar uma regra de Firewall bloqueando a porta 22 (usada para administração remota via SSH). Na Azure e na Oracle as máquinas subiram com IP público e a porta SSH aberta. No Google foi sugerido criar uma regra de firewall liberando as portas HTTP e HTTPS, mas o SSH ficou aberto por padrão.

Na Amazon também foi obrigatório criar uma chave de acesso ao SSH e não uma senha, assim eu precisei fazer download de um arquivo para depois acessar com o comando:

ssh 127.0.0.1 -i arquivo_com_a_chave.pem

Na Azure tinha a opção de criar a senha ou colocar uma chave já existente, até tentei usar a chave que já tinha em meu computador, mas precisava converter para o formato deles, acabei abandonando a opção.

No Google precisei subir a chave que eu tinha em meu computador para logar na VM, foi criado um usuário baseado na chave que enviei.

Outro ponto interessante na Amazon é que encontrei para contratar serviços de WAF (Web Application Firewall) e de proteção DDoS da própria Amazon. No Azure encontrei soluções de parceiros para fazer isso. Qual é mais seguro? Essa avaliação não caberia nesse artigo 🙂

Uma diferença que percebi, como boa prática sempre atualizo os servidores assim que instalo, no Google a máquina virtual estava bem atualizada e só faltavam alguns pacotes lançados no dia, nos demais faltavam bastante pacotes, mesmo assim a atualização foi bem rápida em todos eles.

Importação/Exportação

A Amazon oferece ferramentas para importação/exportação de máquinas virtuais através da linha de comando.

A Azure tem o serviço de importação e exportação usando PowerShell, além da ferramenta Azure Site Recovery capaz de migrar cargas já existentes em ambientes virtuais para a nuvem da Azure.

A Google também tem uma extensa documentação para importação de máquinas virtuais e também para exportar, ambos precisam ser feitos via linha de comando.

A Oracle ainda não conta com ferramentas próprias.

Outras ofertas

Na Oracle é possível alocar servidores físicos Intel e Sparc, o que pode ser um diferencial para alguns clientes.

Na Amazon é possível alocar servidores físicos Intel, servidores com GPU dedicada, entre outras ofertas.

Todos tem serviços específicos com integração e tudo mais, como Backup na Nuvem, armazenamento, CDN, mas avançar nessa direção significa amarrar a solução com o fornecedor e fogem do escopo da solução IaaS que é o foco desse artigo.

Sobre serviços e soluções de terceiros, existem os Marketplaces. A Amazon tem o maior deles, sendo a mais antiga e referência, era de se esperar. Na Azure gostei de provisionar serviços de terceiros, foi muito simples por exemplo subir um site em WordPress. No Google tinha poucas ofertas de sistemas operacionais, e na Azure tinha a maior quantidade de opções de Windows (bom, na verdade eu já esperava por isso).

Curiosidades

No Google, a cada interação no Dashboard de controle eles já sugerem os comandos de API para automatizar aquele comando, é interessante ao pensar em projetos que podem escalar ou diminuir sob demanda.

Na Azure para redimensionar a máquina virtual, tem que ir na opção “Tamanho”, não é muito óbvio, mas ok. Fiz besteira enquanto descobria isso, mandei trocar o tamanho e ele rebootou a VM sem nenhum aviso, eu estava no meio de um upgrade e perdi a VM.

Na Azure e na Amazon o SSH demorou para conectar, editei o arquivo /etc/ssh/sshd_options e ajustei a opção abaixo, reiniciando o serviço na sequência:

GSSAPIAuthentication no

Conclusões

Já escrevi anteriormente uma crítica forte sobre hospedar serviços na nuvem, ainda continuo com as ressalvas, todo o projeto deve ser pensado para uso em nuvem. Faz todo sentido para aplicativos acessados por pessoas distribuídas em múltiplas unidades, principalmente aplicativos Web, pode não fazer sentido para várias outras cargas de trabalho. Esteja preparado para faturas variáveis e programe a resiliência das aplicações conforme o projeto.

Também deve ser levado em consideração os tributos não inclusos, isso pode fazer algumas ofertas ficarem com valores semelhantes aos praticados pelos provedores/datacenters locais.

Relatório

O IT Central Station divulgou um relatório com uma análise sobre Microsoft Azure e Amazon AWS (“User Reviews of
Microsoft Azure and Amazon AWS – A Peek Into What Real Users Think”). Para ter acesso é só realizar o download abaixo:

Clique aqui para fazer o download do Relatório »

Leia também:

Oito grandes problemas com a computação na nuvem

O que é computação em nuvem e quais os principais tipos?

Qual provedor de Computação em Nuvem vai fazer chover primeiro? Office 364 ou AmazOff? Uma crítica sobre Computação em Nuvem

Nova norma ABNT estabelece critérios para Segurança em Serviços em Nuvem

Read More

Nova versão do Business Monitor 2.0.3

Disponibilizamos essa semana a última versão do Business Monitor que traz um recurso solicitado por muitos usuários: a possibilidade de personalizar a disposição dos itens no Dashboard.

Ao criar o Dashboard agora é possível escolher o tamanho de cada gráfico e posicionamento, incluindo itens como cor de fundo e imagem de fundo.

Com isso é possível montar Dashboards em formato de infográficos, mais informativos, explicativos e bonitos.

Abaixo um exemplo de Dashboard criado para o Oracle Database Appliance (ODA), que mistura imagens e informações nas mais variadas disposições:

 

Dashboard Oracle Database Appliance (ODA)
Em paralelo, outras melhorias dessa versão:
  • criado API de autenticação que será usada pelo aplicativo Mobile
  • habilitado compressão no servidor por padrão, o que deve melhorar a performance no acesso remoto ao sistema
Para ver mais exemplos desses Dashboards, visite nosso site de Demonstração:
Read More

Drill Down Multinível no Business Monitor 2.0.2

Essa nova versão permite a criação de múltiplos níveis de Drill Down, com isso é possível partir de um gráfico e ir explorando os dados até chegar no detalhe, mas sem ter que carregar do gráfico para todos os detalhes de uma única vez.

 

 

Isso permite a exploração dos dados em múltiplos níveis, que é um recurso bem interessante.

Fora isso, algumas pequenas melhorias foram implementadas:

  • Passamos a verificar o RecordSet antes de gravar e informar por possíveis erros
  • Ao excluir campos na View, agora avisa se for afetar alguma funcionalidade usada
  • Melhora significativa da performance com otimização de várias rotinas
  • Ao exceder a licença, agora exibe os Dashboards e Views com espaço vazio ao invés de desativar os mesmos
  • Alteração nas chamadas de Javascript e CSS para garantir que o usuário terá a versão mais nova quando atualizado
  • Nos campos com formatação do tipo Popup, agora existe um ícone para copiar para a área de transferência
  • Compatibilidade de campos booleanos com versão mais nova do MySQL/PHP
  • Era limitado a ordenar até 127 Views por Dashboard, esse número foi aumentado para 32767.
  • Na interface para upload de arquivo, agora existe a informação dos limites de upload
  • Agora permitimos Título de um gráfico ou tabela vazio, deixando mais espaço para o gráfico
  • A função “Visualizar Dados” agora exibe os dados como se fosse exibir o gráfico
  • Ao forçar um reload de uma View na interface, agora todas as Views que dependem dos mesmos dados (RecordSet) são atualizadas automaticamente
  • Padronizado tamanho dos Modal em diversos lugares onde são usados

 

E alguns pequenos bugs foram corrigidos:

  • Se um usuário sem permissão de admin clicasse no botão “Atualizar Agora”, seria feito logoff e não conseguiria fazer logon novamente enquanto não fechasse o navegador
  • Ao editar um campo Decimal existente, sobrescrevia a quantidade de casas decimais sempre em 2, agora mantém
  • Ao editar um campo Numérico existente, sobrescrevia o alinhamento para a direita, agora respeita e mantém o que estiver configurado
  • Ao inserir um novo eixo Y em um gráfico existente, não tinha o tipo de gráfico em linha
  • Ao importar um gráfico de Gauge, o campo para o cálculo era selecionado errado
  • Ao importar arquivos CSV, se a formatação estivesse incorreta apresentava mensagens de erro na interface
  • Ao forçar a atualização de uma tabela, perdia o título
  • Um bug no Firefox podia gerar requisições fora do horário estipulado, aumentando a carga do servidor
  • Um RecordSet de um arquivo feito upload continuava tentando agendar o recarregamento
  • Ao reordenar os campos Y de um gráfico interferia na tabela

 

Read More

Business Monitor versão 2.0.1 passa a importar arquivos CSV

Nessa nova versão disponibilizamos o recurso para importar arquivos CSV.

Basta criar um novo DataSource e selecionar o tipo “Upload de Arquivo”, com isso será possível escolher um arquivo local que será enviado para o servidor:

 

 

Na sequência, ao criar um RecordSet a partir daquele DataSource, é possível escolher o tipo de arquivo (CSV exemplo abaixo), e os parâmetros de importação como delimitador de campos e regras para incluir ou excluir determinadas linhas (caso o arquivo não seja homogêneo).

 

 

 

É possível ver o Preview dos dados na própria interface de criação, clicando sobre o botão “Visualizar”, assim já se sabe se os dados estão de forma estruturada para criar um gráfico ou não.

Depois basta seguir a sequência normal para nomeação dos campos e trabalho sobre os dados, como se fosse uma conexão SQL.

Read More

Nova norma ABNT estabelece critérios para Segurança em Serviços em Nuvem

Está em fase de Consulta Nacional a próxima norma referente à segurança da informação, a ABNT NBR ISO/IEC 27017 que estabelece um “Código de prática para controles de segurança da informação com base ABNT NBR ISO/IEC 27002 para serviços em nuvem”.

Disponibilizado no último dia 6/Maio em Consulta Nacional, a norma deve receber os últimos ajustes e sugestões até dia 06/Junho para a seguir ser publicada como norma oficial pela ABNT.

A nova norma trata sobre controles de segurança para a prestação de serviços em nuvem, tanto para clientes quanto para fornecedores, indicando pontos de controles, políticas e requisitos de segurança a serem adotados por ambos os lados.

Como é baseada na ABNT NBR ISO/IEC 27002, muitas partes do texto fazem referência à mesma, então é aconselhável fazer a leitura em conjunto para um melhor entendimento.

Os principais temas tratados nesssa norma são:

  • Gestão de Ativos
  • Gestão de Fornecedores
  • Segurança Física
  • Criptografia
  • Monitoramento
  • Continuidade dos Negócios

Recomendamos a leitura e aplicação da norma para os provedores de serviços e clientes já usam ou pretendem usar serviços críticos em nuvem. Para ter acesso a essa versão prévia na íntegra basta se cadastrar no portal de Consulta Nacional da ABNT nesse link e buscar a norma dentro do CB-21.

 

 

Sobre o autor
Fernando Ulisses dos Santos
Diretor de P&D na Blue Solutions e Business Monitor
Especialista em Segurança da Informação
Certificado VCAP-DT

 

 

 

Leia também:

Oito grandes problemas com a computação na nuvem

O que é computação em nuvem e quais os principais tipos?

Avaliação de Plataformas em Nuvem: Microsoft Azure vs Amazon AWS vs Google Cloud vs Oracle Cloud

Qual provedor de Computação em Nuvem vai fazer chover primeiro? Office 364 ou AmazOff? Uma crítica sobre Computação em Nuvem

A nuvem pode ficar mais cara

Read More

Business Monitor 2.0.0 muito mais fácil!

Em menos de um mês fizemos uma nova roupagem para o Business Monitor, afetando o trabalho do Administrador e Desenvolvedor de forma a facilitar as ações do mesmo, ganhando produtividade e qualidade de trabalho.

A inovação mais visível foi a conversão do menu para trabalhar a configuração, o que antes ficava no canto superior direito, em uma barra constante com todas as opções em formato de menu e cor destacada:

 

Business Monitor 2.0.0

 

A segunda inovação foi a criação de Wizards para todas as etapas de configuração dos objetos, assim, basta ir seguindo o passo a passo para sair com a configuração pronta no final:

 

Business Monitor 2.0.0

 

Ainda nos Wizards, ao finalizar e gravar o objeto, agora são apresentadas quais as próximas ações a se fazer com o Objeto salvo, se o desenvolvedor for seguindo as etapas do primeiro Wizard até o final, ele termina com um Dashboard pronto:

 

Business Monitor 2.0.0

 

Buscando facilitar a vida, em todo local que tinha que reordenar algum campo ou objeto, agora é possível fazer isso apenas arrastando o mesmo e não mais clicando nas infinitas setinhas que tinha anteriormente:

 

Business Monitor 2.0.0

 

Nas tabelas de Drill Down e nas tabelas administrativas, agora é possível reordenar os valores apenas clicando sobre o título da coluna, também é possível reordenar os campos, ocultar campos, copiar dados para a área de trabalho (para posteriormente colar em outro programa como o Excel), imprimir, exportar diretamente para arquivos com extensão XLSX, CSV ou PDF (é necessário habilitar a opção de Exportação de Dados para permitir esses botões aparecerem):

 

Business Monitor 2.0.0

 

Também tomamos alguns cuidados com a interface do usuário final, alguns itens ficaram mais “leves” como o menu suspenso, e melhoramos a exibição em smartphones e tablets:

 

Business Monitor 2.0.0

 

Ocorreram dezenas de outras mudanças menores, mas da mesma forma importantes para a usabilidade e facilidade de operação, por exemplo, mudando a cor dos botões Salvar e Cancelar, de modo que visualmente é fácil agora decidir qual botão clicar para concluir o trabalho.

Todas as mudanças e correções de bug estão documentadas no registro de versões.

Read More

Business Monitor versão 1.9.0 faz formatação condicional nas tabelas

Nova versão 1.9.0 disponível, essa versão traz os seguintes recursos:

  • Aplica renderização dos itens da tabela com as opções de Paginar, Reordenar e Procurar a tabela
  • Implementamos ícones de ajuda em praticamente todas as interfaces administrativas
  • Separamos o parâmetro de Retry Timeout do Query Timeout em dois parâmetros separados
  • Aplicamos a formatação de campos (moeda, decimal, inteiro, prefixo e sufixo) nos gráficos
  • Ao adicionar um campo na View agora ele herda o tipo do campo no RecordSet, facilitando a formatação dos campos das Views
  • Agora é possível controlar quantos registros serão retornados ao executar um teste da Query no RecordSet
  • Melhoramos a segurança das senhas de conexão ao banco de dados, agora ela é criptografada na base de dados
  • Adicionado mais duas condições de filtro na View: “não começa com” e “não termina com”
  • Adicionado uma opção no Perfil para “Padrão para novos usuários”, isso faz com que novos usuários autenticados por outras bases de dados (como no AD) tenham certas permissões ao logar pela primeira vez
  • A exportação dos dados da View agora é compatível com Excel por padrão, o formato antigo foi deixado de lado, mas estará disponível como opção no menu numa versão futura
  • Implementado formatação condicional, com isso, é possível definir que itens da tabela terão suas cores, tamanho da fonte ou mesmo o texto alterado de acordo com a condição, segue um exemplo abaixo onde várias condições vão sendo aplicadas a vários campos:

 

Formatação Condicional – Business Monitor

 

Os seguintes bugs foram identificados e corrigidos

  • Algumas configurações da View não respeitavam o parâmetro Visibilidade: exibir agrupado, exibir desagrupado, etc
  • Ao editar uma View onde existe um Filtro “nulo”, a visualização estava errada
  • A função para comparar com nulo nem sempre funcionava
  • Ao editar uma View com um Filtro com condições “nulo” ou “vazio”, ainda aparecia o campo com o valor sem necessidade
  • Gráfico de pizza renderizava a palavra “slice” quando a descrição era vazia
  • Falha ao usar filtro “null” na View
  • Drill Down não obedecia os filtros quando a função era “exibir tabela de dados”
  • Ao Visualizar os Dados de um RecordSet, os botões para Editar, Clonar e Recarregar estavam com problemas

 

Read More

Entre o BI e o BPM: BAM!

Um novo termo tem ganho tração no mercado com a oferta de novas ferramentas e funcionalidades em ferramentas já existentes: é o BAM. Embora as primeiras referências ao termo sejam de mais de 10 anos atrás, apenas nos últimos anos ferramentas dedicadas começaram a aparecer e o conceito foi incluído em outras ferramentas de BI e BPM, sendo que alguns fabricantes nem iniciaram ainda essa jornada.

BAM  é a sigla para Business Activity Monitoring* , ou Monitoramento de Atividades de Negócios e define o processo e tecnologias envolvidos para trazer indicadores de performance (KPIs) baseados em dados em tempo real.

 

Business Monitor

 

É usado para promover a velocidade e efetividade das operações, mantendo registro do que está acontecendo e trazendo fatos relevantes para visualização rápida.

As principais funcionalidades são relacionadas a criação de KPIs e Dashboards dos mais diversos tipos, com a intenção de monitorar atividades dos negócios.

Alguns exemplos de aplicação são:

  • Monitoramento das vendas: por vendedor, região ou produto
  • Monitoramento de produção: peças por hora, clientes atendidos, fila, etc
  • Controle de estoques: itens precisando reposição, índices de rotatividade
  • Próximas contas a pagar e receber no período
  • Possíveis problemas de fluxo de caixa nos próximos dias
  • Controle dos chamados em TI
  • Conheça mais 55 KPIs para aplicar no seu negócio
Normalmente a primeira ideia para se implementar esses indicadores é usar uma ferramenta de BI, mas essas ferramentas normalmente não dispõem de funcionalidades para capturar as informações em tempo real, trabalhando com data warehouse que são atualizadas apenas uma vez ao dia, ou seja, com informações com várias horas de atraso.
A diferenciação das ferramentas de BAM é justamente buscar informações em intervalos mais curtos e criar condições de notificação caso um indicador esteja fora dos padrões, por isso, é mais semelhante a um sistema de BPM do que de um BI.

 

Convidamos o leitor a conhecer nossa ferramenta de BAM, o Business Monitor, com templates prontos para implantar na sua TI (OTRS, OCommon, GLPI, Nagios), é um ponto de partida interessante para depois expandir para o seu negócio.

 

Referências:
* Gartner

Publicado originalmente no portal Profissionais de TI
Read More

Business Monitor versão 1.8.8 traz Super Tabelas

A nova versão do Business Monitor trouxe diversas evoluções nas tabelas, permitindo formatações das mais diversas, além de recursos de cálculos automatizados, listaremos aqui as principais funcionalidades com alguns exemplos:

Formatações para texto e números
Agora é possível escolher diversos tipos de formatação para os campos, os mais relevantes são os de data e hora que trazem o formato local para os campos do banco de dados, mas também temos opções para alterar letras em maiúsculas e minúsculas, uma opção para truncar textos muito longos (onde é possível parar o mouse sobre o texto para ver por inteiro), além de abreviar números grandes (1000 vira 1k, 1.000.000 vira 1m)

Prefixo e Sufixo

A formatação de moeda já adicionava o sinal da moeda como prefixo, agora é possível personalizar e adicionar sufixo e prefixo personalizados, pode-se usar textos ou símbolos comuns, no exemplo abaixo estão destacados os mesmos:

Cores de frente e fundo e estilo da fonte
A formatação de cada campo agora aceita cores de frente e de fundo, é possível deixar as tabelas com um aspecto bem personalizado com isso:
Também é possível definir estilo (negrito, itálico, normal) e tamanho da fonte:

Rotação de Cabeçalho
Isso já era possível fazer nos gráficos, agora é possível fazer nas tabelas também:

 

Exibição gráfica dentro da tabela
A partir do valor do campo, pode-se exibir o valor calculado como porcentagem do total (todos os valores são somados e dividido pelo valor do campo), como um círculo com tamanho proporcional ao valor, ou como uma barra também com tamanho proporcional ao valor.
No exemplo abaixo, o campo Valor é representado na frente de três formas diferentes. Fica claro a importância das linhas 2 e 3 frente às demais de forma bem visual.

 

 

 Sumarização automática

Um recurso solicitado pelos usuários, agora é possível executar as funções aritméticas básicas ao exibir a tabela. Estão disponíveis funções para: Contar a Quantidade, Somar e calcular Média, Máximo, e Mínimo de um campo.

É possível escolher o que exibir a cada campo:

 

Busca, Reordenação e Paginação no Drill Down
Ao clicar sobre um valor para expandir (drill down), ou ao pedir para visualizar os dados da tabela, é possível habilitar funções de Busca, Reordenação e Paginação.
Com isso a visualização no pop-up fica mais fácil, permitindo localizar valores caso necessário.
E xportação CSV
Também habilitamos o recurso de exportar os dados do gráfico ou tabela para CSV.
Agrupamento por Múltiplos Campos
Agora é possível agrupar por mais de um campo, e escolher funções de sumarização individuais para cada campo, inclusive temos funções novas.
Ordenação por Múltiplos Campos
Está disponível também ordenar por múltiplos campos.
Exibição dos Últimos X registros
Outra funcionalidade requisitada por clientes, antes permitíamos limitar aos primeiros X registros, agora é possível limitar os últimos X registros, isso evitar ter que fazer uma listagem em ordem reversa para obter o resultado.
Todas as funcionalidades estão disponíveis, basta atualizar a versão conforme consta no manual.
Read More

Evento B.I. & Big Data Summit

Irá acontecer nos próximos dias 14/março a 20/março o evento BI & Big Data Summit, um conjunto de palestras sobre Business Intelligence e Big Data, focando em carreira, negócios, ferramentas, metodologias e implantação.

Nosso diretor Fernando Ulisses dos Santos é um dos palestrantes, e irá falar como alguns clientes do Business Monitor tem entregado informação para tomada de decisão pelos níveis operacionais e táticos.

Inscreva-se e assista essa e outras palestras.

Read More