Virtualização de Desktop no Linux

No Linux, embora não muito divulgado, a virtualização de Desktop é suportada a muito tempo. Pode ser desde o perfil remoto, execução remota de aplicativos, até execução remota de todo o Desktop.

Uma forma de virtualizar o desktop é usando o próprio protocolo do servidor gráfico X.org (interface gráfica do Linux).

Existem projetos livres, como o LTSP e o ThinStation  que buscam deixar o terminal mais simples. Com eles, é possível fazer o boot pela rede via PXE (Preboot Execution Environment), inicializar drivers de rede e vídeo e depois conectar em um servidor remoto para executar as aplicações.

Assim as estações passam a ser simples terminais, não precisam de discos e nem de configuração local, pode ser um hardware bem modesto, com processador abaixo de 1Ghz e míseros 128Mb de memória. Tudo fica centralizado no servidor, inclusive as aplicações e dados dos usuários, os usuários passam a contar com o poder de processamento do servidor, enquanto que o administrador de redes passa a ter um ponto único de controle.

Oferece os mesmos benefícios de um sistema de virtualização de desktops tradicional, como gerenciamento simplificado, centralização das informações no Datacenter, permitindo maiores velocidades de processamento e proteção das informações.

Os projetos citados acima também permitem que as estações, embora façam boot em  Linux, possam conectar a servidores de Windows RDS (Terminal Service), ou ainda conectar a uma infraestrutura de VDI como o VMware View.

Ainda usando o protocolo X.org, é possível executar os aplicativos do Linux em uma estação Windows, basta instalar um servidor X.org no Windows, por exemplo, do projeto Cygwin.

Uma alternativa comercial para criar virtualização de Desktops em Linux é o NoMachine com suporte a clientes em Linux, Windows, MacOS, Android e iOS, você usa um servidor Linux para executar as aplicações e distribui com um protocolo otimizado para WAN.

Ainda em soluções comerciais, usando o vWorkspace da Dell Quest, é possível ter um ambiente de VDI completo, com cada usuário conectando em um desktop Linux virtual isolado, que pode personalizar a vontade, conectar remotamente, tudo gerenciado por um Broker único.

Enfim, alternativas existem para todos os gostos e todos os bolsos, tudo depende dos objetivos do projeto.

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Guia definitivo para melhorar o consumo de bateria do iOS

Artigo original por Scotty Loveless – The Ultimate Guide to Solving iOS Battery Drain


Eu trabalhei por quase dois anos no Genius Bar da Apple, e o problema mais complicado para ser resolvido era a baixa duração da bateria. É extremamente difícil apontar uma razão exata para algumas baterias acabarem tão rápido.

Eu tomei como minha missão descobrir e especificar as razões para o baixo rendimento da bateria com o iOS. Este artigo é o produto de meus anos de pesquisa nas evidências coletadas nas centenas de consultas realizadas no Genius Bar, os quais eu peguei durante meu tempo como técnico iOS, e também testando em meus próprios dispositivos e dispositivos de amigos.
 
 
O iOS 7.1 foi lançado recentemente e trouxe consigo vários ajustes de design e melhorias de desempenho, no entanto, vários usuários reportaram baixa autonomia da bateria após o update e muitos blogs constataram esse fato.
Este não é um post “desligue todas as funções úteis do iOS”. Minha intenção é entregar medidas práticas para resolver definitivamente o problema da bateria com o iOS.
Um detalhe rápido antes de começarmos, em 99,9% do tempo não é o iOS que drena a bateria de seu celular, eu garanto que se você apagar seu celular e não tiver emails ou aplicativos nele, a bateria iria durar muito mais. Mas ninguem usa um smartphone sem nada instalado, nem deve. 

Esperamos que com essas dicas você passe a desfrutar melhor de seu dispositivo iOS com uma melhora na autonomia da bateria utilizando todos os aplicativos e recursos que você ama. Mas antes, temos que testar para ver se você tem realmente um problema.

Como testar a autonomia da sua bateria no iOS

Existe um teste rápido e fácil para a autonomia da bateria em seu dispositivo, se você considerar usar um pouco de matemática.Vá em Ajustes > Geral > Uso e cheque seus tempos. Seu tempo de uso é o tempo que você realmente utilizou e o tempo de espera é o tempo que o dispositivo ficou em estado standby.
Um nome melhor para tempo em espera seria “tempo total desde que foi desconectado” a chave é que o tempo de uso deve ser consideravelmente menor do que o tempo em espera, a não ser que você esteja utilizando seu dispositivo a cada segundo após desconecta-lo, neste caso o tempo de uso é exatamente igual ao tempo em de espera, se não for este seu caso, você tem um problema grave. O conceito principal é que o tempo de uso deve ser exatamente o tempo que você utilizou desde que desconectou seu dispositivo.
Este é o teste: anote o seu tempo de uso e o tempo de espera, coloque o dispositivo em modo de espera por 5 minutos. Quando você voltar se o dispositivo estiver funcionando adequadamente o tempo de espera deve ter aumentado 5 minutos e o tempo de uso estar em < 1 minuto.
Se o seu tempo de uso aumenta em mais de 1 minuto você tem um problema de autonomia. Algo está mantendo seu dispositivo ativo, reduzindo significativamente a autonomia da bateria.
Se você não tem um problema de consumo de bateria, ótimo! Você não precisa das dicas a seguir, mas se você ou alguém que você conhece está constantemente reclamando da duração da bateria, leia as dicas a seguir!
Aqui estão as principais causas de consumo excessivo de bateria no iOS que eu encontrei e como resolvê-los.

Passo 1: desativar a localização e atualização em segundo plano para o Facebook

Essa primeira dica pode parecer extremamente específica, mas é extremamente comum e extremamente eficaz, tem sido confirmada em vários dispositivos.
Eu estou com um iPhone 5s a cerca de duas semanas e achei que minha bateria estava acabando rápido demais, sendo o nerd que sou, decidi utilizar o App Xcode da Apple, ferramenta de desenvolvimento a fim de ver qual era o problema, basicamente funciona como um monitor de atividade para seu iPhone, permitindo que desenvolvedores (ou nerd’s como eu) possam ver quais processos estão em execução e quanto de memória e processamento cada aplicativo está consumindo em tempo real.
Durante este teste, percebi que o Facebook estava no topo da lista mesmo quando eu não estava utilizando. Então eu testei desativando o serviço de localização e atualização em segundo plano para o facebook, e vocês não vão adivinhar: minha porcentagem de bateria aumentou!
Minha bateria passou de 12% para 17%, Louco! Eu nunca tinha visto isso acontecer em um iPhone, o iPod Touch apresenta este comportamento mas no iPhone, a porcentagem da bateria geralmente é consistente.
Eu confirmei esse comportamento em vários iPhones, acréscimos de pontos percentuais após desabilitar as funções de segundo plano do Facebook! Mau, Facebook, Mau!

Passo 2: desabilitar atualizações de segundo plano para apps que não importam

Em um post recente eu expliquei os benefícios da atualização em segundo plano para os aplicativos, é um recurso fantástico incluído no iOS 7, mas você não precisa necessariamente estar com essa função rodando para cada app que suporta, desabilite a atualização em segundo plano para o Facebook ou outros aplicativos que não precisam estar atualizados todo o tempo.
Se houver aplicativos que você utiliza regularmente e confia na qualidade do app e no desenvolvedor, então habilite a atualização em segundo plano e desfrute de seus aplicativos sendo atualizados de forma inteligente para que estejam prontos para sua diversão num piscar de olhos.
Atualizações em segundo plano são ótimos se você precisar dele, mas você realmente não precisa dele para todos os aplicativos de seu dispositivo iOS.

Passo 3: Pare de fechar seus aplicativos

Ficou bem divertido fechar os aplicativos com o iOS 7: tudo o que você tem que fazer é clicar duas vezes no botão home e deslizar as visualizações para cima para explodí-los num buraco negro digital.
O que a maioria das pessoas acham é que ao fechar os aplicativos irão poupar a bateria porque os aplicativos estão rodando em segundo plano.
Errado.
Sim, ele encerra os aplicativos, mas o que você não sabe é que você está piorando a vida útil da sua bateria se fizer isso de forma regular. Deixe-me explicar:
Fechando o aplicativo você o tira da memória RAM do dispositivo, você acha que é exatamente isso que você quer fazer, não é. Quando você abre o aplicativo na próxima vez que precisar, o dispositivo tem que carrega-lo na memória novamente. Essa operação de carga e descarga coloca mais pressão sobre o dispositivo do que apenas deixá-lo se virar sozinho. Além disso o iOS fecha aplicativos automaticamente quando precisar de mais memória, então você está fazendo algo que seu dispositivo já está fazendo por você, você é o usuário de seu dispositivo e não o zelador.
A verdade é que esses aplicativos não estão em execução totalmente em segundo plano, o iOS os congela no momento que você parou a utilização de modo que ele esteja pronto para voltar a ativa quando necessário.A menos que você tenha habilitado a atualização em segundo plano, os apps estejam tocando música, usando os serviços de localização, gravação de áudio ou uma junção de tudo isso: a verificação de chamadas VoIP, como Skype. Todas essas excessões, além da última, vai colocando um ícone ao lado da bateria, indicando sua utilização em segundo plano.

 

Passo 4: Desabilite o PUSH de email temporariamente

Se os passos 1 ao 3 não resolveu seu problema, tente desabilitar o PUSH de emails temporariamente para ver se ajuda. Push de email permite que seu dispositivo receba notificações instantâneas para cada email novo. É ótimo se você precisa saber quando cada email chega, mas impacta na duração da bateria se configurado incorretamente.
Já vi muitos dispositivos onde o PUSH é a principal causa do consumo de bateria, mas também já vi muitos dispositivos que tem grande autonomia de bateria com o PUSH habilitado. É realmente muito específico para as configurações de seu email e seu servidor.
Tente ajustar para buscar novos emails a cada 15 minutos ou 30 minutos para ver se o consumo diminiu, se isso não ajudar, habilite-o novamente.
Se voê tiver mais de uma conta de email, você pode desabilitar o PUSH para contas individuais, tendo em mente o teste do início para ver se resolve o problema.
Inacreditavelmente, especialmente com PUSH sobre o email do Exchange, em muitas vezes é como se o dispositivo ficasse preso em um loop de verificação de email constante. Quando isso acontece, o aparelho consome toda a bateria em menos de seis horas, caso esteja fora do carregador, e o tempo de espera e tempo de uso, verificados em Ajustes > Geral > Uso será exatamente o mesmo. Estes tempos não são o mesmo porque o “Firmware é ruim ou está corrompido” é porque o push de email está impedindo o telefone de dormir adequadamente.

Passo 5: Desabilite as notificações PUSH de aplicativos que te irritam

Aquele jogo chato que seu filho baixou não para de mandar notificações PUSH para comprar mais ovelhas digitais para sua fazenda virtual? Cada vez que isso ocorre, seu telefone é ativado, a tela é iluminada e aguarda alguns segundos para receber a sua ação sobre cada notificação.
Notificações PUSH não causam execesso de consumo de bateria por padrão, por favor não entendam que eu recomendo que desabilitem tudo. Entretando, a cada mensagem o dispositivo é ativado por 5 a 10 segundos, então você pode somar. Se você receber 50 notificações durante o dia e não toma nenhuma ação sobre elas, isso irá consumir de 4 a 8 minutos de seu tempo de uso, ou seja, você tem menos tempo para fazer as coisas que você quer fazer em seu dispositivo.
Desligue as notificações PUSH dos aplicativos que você não precisa, significa pouca diferença, mas é um ganho.

Passo 6: Desligue a porcentagem da bateria

É isso mesmo que você entendeu!
Desligue a porcentagem da bateria e pare de se preocupar com isso. Você encontra essa configuração em Ajustes > Geral > Uso, logo acima onde os tempos da bateria são listados.
Uma coisa que eu constatei no meu tempo no Genius Bar é que as pessoas que estão preocupadas com a vida útil da bateria do dispositivo iOS estão constantemente verificando sua porcentagem e quanto caiu desde a última vez. Então, se você verificar seu dispositivo duas vezes mais simplesmente para checar a bateria, você estará reduzindo pela metade a duração.
Pare de surtar e aproveite a vida. Tem coisas mais importantes para se preocupar do que a vida da bateria de seu dispositivo. A perda do excesso de controle dentro de você pode te assustar, mas você vai se acostumar com isso.

Passo 7: vá para uma loja de suporte Apple

Atualização: fui informado após postar esse texto que o teste de bateria só funciona com o iPhone 5 ou posterior.
Eu sei, você odeia uma indicação para ir para o Genius Bar porque é louco lá, mas eu tenho uma boa razão para isso constar na lista.
Segundo minhas fontes, a Apple irá lançou um novo “teste extendido de vida de bateria” para todos os técnicos iOS, o que lhes permite ver um relatório detalhado do uso de bateria para seu dispositivo, leva apenas alguns minutos para ser executado e, pelo que eu ouvi, é abrangente. Eu não tive a oportunidade de ver este teste, mas alguns amigos disseram que é excelente!
A outra possibilidade remota é de um defeito físico na sua bateria, os técnicos podem substituí-la de graça se seu dispositivo estiver em garantia ou a um custo baixo se não estiver.

Passo 8: habilite o modo avião em áreas com sinal fraco de celular

Uma das principais razões para o alto consumo da sua bateria pode ser sinal fraco de celular. Quando o iPhone detecta que você está em uma área de baixo sinal, ele vai aumentando a potência da antena para se manter conectado o suficiente para receber chamadas (principalmente) e manter uma conexão de dados.
Isso vai destruir a vida útil da sua bateria se você estiver em áreas com apenas 1 barra ou sem nenhum serviço. A única coisa lamentável disto é que isso pode acontecer em mais lugares do que o esperado – qualquer edifício com partes de metal, partes de alumínio, paredes de concreto densas, áreas de cidade densamente povoada e áreas centrais com edifícios altos.
Muitas vezes você pode ter um sinal alto no último andar de um edifício, mas simplesmente movendo-se para um andar inferior, como o porão, fará imediatamente seu iPhone aumentar a potência e drenar sua bateria. Note que esse consumo vai ocorrer mesmo quando você tem um sinal de wi-fi forte, pois a conexão ainda é necessária para chamadas e mensagens SMS (os textos verdes no aplicativo Mensagens).
Se você estiver em uma área de sinal ruim e ainda precisar receber chamadas, eu tenho uma notícia ruim: não há realmente nada que você possa fazer. Mas se o serviço é tão ruim que você não consegue receber chamadas de qualquer maneira, eu recomendo ligar o modo avião.
Uma coisa que talvez você não saiba é que você pode ativar o wi-fi em modo avião, basta acionar o ícone de wi-fi após acionar o ícone de modo avião, isso é perfeito para lugares como um avião, onde você tem sinal celular zero e um wi-fi forte.
Se você tem um wi-fi e quer ser muito chique, você pode desativar apenas algumas partes do sinal, ex: EDGE, 3G, 4G ou LTE. Muitas pessoas não sabem que seu aparelho atualmente recebe dois sinais simultâneos: um para chamadas e SMS e outro para dados.
O medidor de intensidade de sinal só mostra a força do sinal para não-dados, ou seja, teoricamente você pode estar com uma intensidade de 2-3 barras para chamadas e apenas 1 para conexão LTE / 4G / 3G, fazendo com que seu celular entre em modo de busca pesado. Para desativar apenas a conexão de dados do seu iPhone, vá para Ajustes > Celular > Dados celular e desative. Fazendo isso você poderá receber ligações (se você estiver em área com sinal) e mantendo uma conexão de dados via wi-fi gratuito.

Conclusão

Eu garanto que se você seguir estes passos você terá a melhor utilização possível do consumo da bateria para seu iPhone, iPad ou iPod touch.
Se o dispositivo ainda não durar um dia todo e você não tolerar se dirigir para uma loja de suporte da Apple, não se preocupe. Ainda há esperança para você.
A razão para seu dispositivo não durar o dia todo pode ser simplesmente porque você é um usuário pesado, e seu dispositivo iOS está agindo normalmente sob o ritmo extenuante com o qual você o utiliza. Isso não é uma falha do dispositivo, ou, para esta matéria. Você está forçando-o além da sua capacidade. Meu conselho para você é comprar um carregador de carro, um segundo carregador para viagem/trabalho ou uma caixa de bateria para estender a vida da sua bateria.

 

Espero que esse artigo lhe dê argumentos para parar de insistir no alto consumo da bateria e libere-o para aproveitar o grande dispositivo em suas mãos, há coisas mais importantes em nossas vidas que merecem nossa atenção, portanto quando menos nos ocuparmos com estresses triviais como um alto consumo de bateria, mas tempo podemos dispor para as pessoas e problemas que realmente importam.
 
Tradução do artigo original por Scotty Loveless
 
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Intel Core i7 versus Intel Xeon E7

Você sabe qual a diferença entre processadores para Desktop e processadores para Servidores?

Muitas vezes este tema confunde até os profissionais que trabalham dia a dia com tecnologia, devido aos recursos e inovações diárias aplicadas nesta vertente tecnológica, o que acaba criando uma ideia de que os processadores para desktop de hoje possuem uma tecnologia mais avançada que os processadores de servidores.

Primeiramente temos que levar em consideração que mesmos processadores top de linha desktop (vide Intel e AMD), são focados para uso de apenas um usuário. Mesmos estes sendo multitarefas, possuindo simulações de núcleos, suporte à virtualização e outras tecnologias embarcadas, seu foco é o usuário final e não a prestação de serviço para multiusuários, hospedagem de recursos e aplicativos para infraestrutura como é um processador focado para servidor.
 
Tomando como comparação o número de núcleos, a 4ª linha Intel para processadores High End de desktop, o I7-5960X (top da linha) possui 8 núcleos contra 15 núcleos do Intel Xeon E7-8890 v2 (High End de servidores).

Se tomarmos o limite de memória, o I7-5960x endereça apenas até 64GB, contra 1536GB do Xeon E7-8890v2. Em largura de banda da memória, vemos 68GB/s do I7 contra 85GB/s do Xeon E7-8890v2.

Se levarmos as diferenciações para a placa mãe, vemos que nos desktops, a banda de conexão partida do processador, privilegia a conexão para os Slots de vídeos e nos servidores o foco é nas interfaces de comunicação com disco e rede.

Entre outros benefícios, os processadores exclusivos para servidores possuem:

  • ECC – Error Correction Check (instruções para correção de erros na memória no processador, através de bits adicionais nos módulos de memória compatíveis)
  • Número maior de núcleos físicos (mesmo considerando threads)
  • Maior memória cache
  • Possibilidade e compatibilidade de trabalhar em conjunto com mais processadores físicos (multiprocessamento) – até 4 processadores chegando até 60 núcleos em apenas um servidor (por exemplo no servidor R920 da Dell)
  • Maior endereçamento de memória
  • Maior largura de banda de memória
  • Uso de energia otimizado
  • Maior segurança (devido a instruções no processador como Intel TXT e AES)
  • Otimização para virtualização
  • Ajuda a reduzir o custo total de propriedade (TCO)
  • Otimizado para necessidades de infraestrutura de TI

Cada equipamento tem seu foco no parque tecnológico, sendo que seus componentes e arquitetura atendem melhor a aplicação para qual foram projetados. Podemos verificar que o servidor tem sua estrutura voltada para ter maior capacidade de processamento, maior capacidade de memória, maior segurança e maior desempenho nas tarefas de processar e compartilhar dados, enquanto que o Desktop tem sua estrutura voltada para capacidade multimídia.

Adquira os processadores citados nesta matéria, como E7 88XX nos servidores Dell  R920 e o I7 High End 4ª generation nas Workstation Precision Dell

Autor: Alexandre Alves – Consultor de Soluções na Blue Solutions

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Blue Solutions participa do Premium Partner Meeting IX no Guarujá/SP

 
A Blue Solutions, representada pelo seu Diretor Executivo Edgar T. Monteiro, participou do Premium Partner Meeting IX no último final de semana, entre os dias 12 e 14 de setembro de 2014.

O evento que contou com a participação das indústrias e dos canais de valor agregado no país,foi sediado no Guarujá/SP e o tema deste ano foi “O Poder da Colaboração”, que teve uma proposta de conteúdo diferenciada.

O encontro foi promovido pela Network 1, distribuidor Dell e de outros fabricantes de tecnologia grandes no Brasil, e reuniu os principais parceiros de negócio, que juntos movimentaram mais de R$ 3 bilhões em 2013.

O evento foi dividido entre sessões interativas, um debate e o Premium Partner Council

As sessões interativas são um meio de comunicação direcionada, que procurou aproximar e desenvolver as parcerias entre líderes de indústrias e parceiros.

O debate contou com a presença de três profissionais de diferentes mercados, para conduzir o painel, onde foram discutidas sobre as tecnologias e como estas podem contribuir para o negócio. E por fim, houve o segundo Premium Partner Council, que aprofundou o tema do evento, com o objetivo de dar continuidade a primeira edição, que ocorreu em maio.

Assista aos melhores momentos:

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O que é VDI (Virtual Desktop Infrastructure) e quais os benefícios?

VDI é o termo que indica Virtual Desktop Infrastructure, é um tipo de Virtualização de Desktops, usado pra entregar uma máquina virtual “inteira” para um usuário final, isso é, o usuário tem acesso a um sistema operacional comum, como Windows 7 ou Windows 8 e pleno acesso ao mesmo, como se tivesse um Desktop comum.
A vantagem principal sobre os desktops comuns, com sistema operacional instalado localmente, é a facilidade de implantação, rápida instalação de aplicações, gerenciamento centralizado e proteção contra desastres.
Comparando VDI com a virtualização de Desktops usando RDS (Remote Desktop Services), a vantagem é a individualidade de cada máquina virtual, maior compatibilidade com as aplicações e maior compatibilidade com dispositivos conectados no cliente.

 

 

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Lançamento Dell Optiplex 3020M

https://www.bluesolutions.com.br/optiplex3020m/A Dell lançou recentemente no Brasil o Optiplex 3020 Micro.

Esse Desktop traz todos os benefícios da família Optiplex, como garantia até 5 anos, manutenção sem ferramentas (tool less) e opções de gerenciamento avançado.

Mas o grande diferencial desse equipamento é o tamanho, com apenas 18,2cm x 3,6cm x 17,6cm (AxLxP), é o menor desktop em fabricação pela Dell no momento.

O valor é igual ao tamanho, com sistema operacional Ubuntu é uma excelente opção de Equipamento para Virtualização de Desktops, já que suporta Dual Monitor, com placa de vídeo integrada e drivers compatíveis com Ubuntu, não obrigando a licenciar o Windows na ponta.

https://www.bluesolutions.com.br/optiplex3020m/

Para uso como Desktop local, o Optiplex 3020M pode ser equipado com até 8Gb de RAM, processador até i5, Windows 7 ou Windows 8.1, possui 6 portas USB e porta serial opcional.

Entre os opcionais estão: suporte para montagem atrás do monitor, drive externo de DVD-ROM e opções de personalização, como etiquetas de patrimônio, logotipos, entre outros, consulte nossa equipe.

https://www.bluesolutions.com.br/optiplex3020m/
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Jumbo Frames – Para que Servem, Quando Usar e Quando Não Usar?

Configurar Jumbo frames significa alterar o MTU (Maximum Transmission Unit) da placa de rede dos 1500 bytes padrões para 9000 bytes, isso faz com que os pacotes de comunicação passem a ter um tamanho máximo de 9000 bytes, 6 vezes o padrão original de 1500 bytes.

O padrão original de 1500 bytes tem origem nos primórdios da Internet e é mantido por compatibilidade com equipamentos mais antigos. Ao mesmo tempo que apenas as placas de rede mais recentes suportam jumbo frames.

A vantagem de usar um tamanho de pacote maior é diminuir o overhead relativo; um pacote TCP/IP em IPv4 tem 40 bytes de cabeçalho, usado para endereçar IPs, portas e outras opções de controle da conexão, isso nos cria o seguinte overhead:

Em um exemplo real, na transmissão de um arquivo de 1Gb:

Na prática, uma conexão com jumbo frames usa 6,1 vezes menos pacotes para transmitir a mesma quantidade de dados, exemplificando:

Transferência de pacotes TCP/IP comuns

 

Transferência de pacotes TCP/IP com jumbo frames

Com 6,1 vezes menos pacotes, o primeiro ganho é o sistema operacional ter que processar menos pacotes, isso é extremamente benéfico em termos de uso de CPU.

O segundo ganho é o total de bytes transmitidos, que podemos calcular considerando o overhead:

Total de 23,4 Mbytes transferidos a menos usando jumbo frames.

A terceira diferença aparece no tempo de transmissão do arquivo, numa transmissão, em uma rede de 10Mbits/s temos:

Uma redução de 19 segundos no nosso exemplo, menos 2% no tempo de transmissão com jumbo frames.

Por isso é muito importante habilitar Jumbo Frames em uma rede iSCSI, a chance é que essa rede transmita centenas ou milhares de Gigabytes por dia, com isso, a diferença de menor uso de CPU e de tempo de rede passa a ser mais significativa ainda.

O principal problema de ligar Jumbo Frames acontece ao comunicar com equipamentos que não tem os Jumbo Frames ligados.

Quando vai ocorrer essa comunicação, o IP precisa renegociar o tamanho máximo de pacote daquela conexão; pra isso, é usado o PMTU, um protocolo baseado em ICMP.

Negociação PMTU

 

Ao tentar transmitir um pacote com tamanho maior que o permitido para a Internet, o roteador de borda tem duas alternativas: renegociar o tamanho máximo de pacote usando PMTU, ou fragmentar ele mesmo o pacote, consumindo mais CPU.

Fragmentação de pacotes no roteador de borda

A primeira opção é a mais comum, mas envolve mais tráfego de rede na negociação da conexão, causando um delay inicial. Pode acontecer também do servidor ou cliente ter pacotes ICMP bloqueados e nunca negociar o PMTU, nesse caso, a conexão é interrompida.

Problema na negociação do PMTU

Isso causa um fenômeno difícil de diagnosticar, com sintomas bem estranhos: um site pode carregar normal, mas um download dá problemas; recebe e envia e-mails pequenos, mas se tiver anexo não vai; a conexão estabelece, mas não consegue transferir dados.

Em um ambiente controlado, você pode ligar os Jumbo Frames (no Switch e nas portas dos servidores) e fazer a configuração correta nos hosts. Por exemplo, em uma SAN iSCSI os Jumbo Frames são boa prática, mas também é boa prática que essas redes sejam isoladas da LAN.

Ao se comunicar com a Internet, mais hora, menos hora vai precisar executar o processo de PMTU, causando um delay inicial nessas conexões e usando mais processamento, anulando o benefício inicial e algumas vezes gerando problemas difíceis de diagnosticar, por isso, para comunicação com a Internet, ainda não é recomendado usar Jumbo Frames.

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Business Intelligence em Radiologia: KPIs

Temos acompanhado a crescente demanda dos serviços de Imagem em melhorar suas performances, porém muitas vezes percebemos que os gestores não sabem exatamente o que melhorar, e sendo assim, fica difícil quantificar essa melhora. Uma frase atribuída a Peter Druker, “Se você não pode medir, não pode gerenciar” explica bem o cenário.

Assim, os KPIs (Key Performance Indicators, ou Indicadores-chave de Performance) passam a ganhar importância dentro dos serviços de saúde. Estes indicadores são definidos pelos gestores, e devem representar os objetivos de cada departamento ou processo dentro, alinhados com a missão do serviço. Geralmente são divididos em indicadores clínicos, operacionais e financeiros, mas podem ser adaptados a outras necessidades. Indicadores de satisfação dos clientes também são importantes.
Business Intelligence (BI) ou Analytics são soluções de TI capazes de coletar informações de diferentes sistemas do hospital/clínica, agrupá-las, filtrá-las e finalmente apresentá-las de maneira mais lógica e visual, de modo que o usuário não necessite gastar tempo tratando o dado, mas sim avaliando e prospectando ações de melhoria. 
As telas do BI devem conter informações, e não somente dados, permitindo aos gestores uma rápida e real ideia do que está acontecendo nos diversos setores do departamento. 
Sabemos que até mesmo um pequeno serviço de radiologia pode trabalhar com diversos sistemas diferentes (RIS, PACS, faturamento, estoque, agendamento, RH, sistema de gestão hospitalar, etc.), e a consolidação destes dados em planilhas Excel elaboradas manualmente é fonte frequente de erros, além de demandar tempo dos funcionários (tempo este que seria melhor utilizado na análise e em ações de mitigação). 
Além disso, esse tipo de consolidação de dados será sempre retrospectiva, não permitindo a visualização de dados em tempo real da operação, como os dashboards do BI.
É importante ressaltar que, apesar de geralmente implementadas pela alta gestão (diretoria), cada gestor de área deve ter acesso à ferramenta, com dashboards e scorecards específicos para os KPIs da sua área. 
Os indicadores das áreas não são necessariamente os mesmos do serviço, mas sim aqueles que direcionarão as ações afim de se atingir as metas próprias, que certamente estarão alinhadas às metas gerais da empresa.
Uma vez implementado, a revisão constante dos KPIs, modificando-os e acrescentados novos indicadores será a prova final de que o sistema além de funcionar, está inserido no processo de tomada de decisões do seu time!
Na próxima coluna, detalharemos algumas das principais ferramentas dos BIS: dashboards, scorecards e alertas.
Artigo original por Thiago Júlio, MD, publicado no Jornal da Imagem
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Como funciona a Virtualização de Servidores?

Virtualização de Servidores, como já explicamos nesse outro artigo, é uma forma de dividir os recursos de um servidor físico em vários servidores virtuais, também chamados de máquinas virtuais, de modo que possa executar diversos sistemas operacionais no mesmo hardware físico, isolados entre si.

Funciona da seguinte forma:

1. Aquisição do servidor

Um servidor físico vem com recursos físicos instalados de fábrica, entre eles: CPU, memória, discos, conexões de rede e conexões a SAN:

Servidor

Um servidor moderno tem muito mais recursos do que os softwares são projetados para usar e é comum recursos como CPU e memória ficarem ociosos em alguns servidores, enquanto outros servidores tem gargalos.

Aí que entra a virtualização, no lugar de vários servidores de pequeno porte para diversas aplicações, é melhor investir em um servidor de maior porte e compartilhar os recursos entre os servidores virtuais sob demanda.

2. Instalação do Hypervisor

No servidor físico é instalado um sistema operacional básico, que possui a capacidade de dividir o hardware em pequenas partes. Esse sistema operacional é chamado de hypervisor.

Servidor com Hypervisor Instalado

Quanto menor for o espaço em disco e memória usada por esse hypervisor, mais recursos sobram para as máquinas virtuais, menor é a chance de ter problemas de código no hypervisor e menor são as paradas para manutenção do mesmo.

3. Criar as Máquinas Virtuais

O hypervisor simula dentro de cada “fatia” do hardware um novo hardware, que são chamadas de máquinas virtuais. Os discos ficam armazenados em arquivos dentro do sistema operacional do hypervisor, enquanto que a CPU e memória são alocados sob demanda.

Servidor com Hypervisor instalado e Máquinas Virtuais criadas

Cada máquina virtual pode ter capacidades diferentes de acordo com a necessidade, enquanto uma pode ter mais memória, a outra mais processador e a outra mais espaço em disco, cada uma dividindo uma fração do servidor original.

Na configuração de rede dos hypervisors mais avançados é possível dividir o tráfego e priorizar de acordo com a máquina virtual.

4. Instalação do Sistema Operacional dentro das Máquinas Virtuais

Dentro de cada máquina virtual pode ser instalado um sistema operacional diferente, de acordo com a necessidade. Cada um estará isolado dos demais, enxergará apenas os recursos que lhe foram dedicados e se comportará como se estivesse instalado em uma máquina física comum:

Servidor com Hypervisor e Máquinas Virtuais Instaladas

O hypervisor fica responsável por dividir os recursos entre as máquinas virtuais. Alguns recursos podem ser alocados em maior quantidade do que existe de verdade (over provisioning).

Por exemplo, um servidor com 10Gb de memória pode ter 7 máquinas virtuais com 2Gb de memória cada, o que totalizaria 14Gb, desde que essas não usem todo o recurso ao mesmo tempo; o hypervisor garante que nas situações de disputa, algumas máquinas virtuais tenham preferência de execução (maior prioridade).

5. Conectar a uma SAN (Storage Area Network)

Em um ambiente empresarial com Alta Disponibilidade, as máquinas virtuais ficam armazenadas em uma SAN, que nada mais é do que um local de armazenamento (Storage) compartilhado entre os servidores. A SAN pode ser virtual, nesse caso é chamada de VSAN.

Uma SAN pode ser implementada também com um Storage dedicado, nesse caso, o equipamento possui toda a redundância necessária para garantir a alta disponibilidade do ambiente.

O fato de agregar os discos em um ponto único permite algumas facilidades de gerenciamento, além de poder distribuir a performance mais uniformemente e definir prioridades entre as máquinas virtuais.

Virtualização com SAN em modo de Alta Disponibilidade

 

6. Usando a SAN para manutenção programada de servidores

A SAN armazena os arquivos das máquinas virtuais, sendo assim, as máquinas virtuais podem ser desligadas de um servidor e ligadas em outro servidor sem necessidade de reinstalar o sistema operacional e aplicativos, ou de copiar arquivos entre os servidores físicos.

Também, dependendo da configuração e licenciamento, é possível migrar a máquina virtual entre um servidor e outro sem desligar, esse recurso é chamado de vMotion, Live Migration ou XenMotion de acordo com o fabricante do hypervisor e permite a manutenção de um servidor físico sem downtime (parada) do ambiente.

Manutenção programada com Virtualização

 

7. Crescendo o ambiente

Quando o ambiente cresce, basta adicionar mais servidores ou espaço de Storage e todo o ambiente se beneficia. Pode-se crescer o ambiente em quantidade de máquinas virtuais, capacidade das máquinas virtuais, servidores físicos ou espaço no Storage. Cada servidor físico novo adiciona mais poder de processamento, memória e conectividade com a rede, enquanto que mais discos no Storage adicionam espaço em disco e mais performance de IOPS.

Crescendo o ambiente com Virtualização

 

8. Resiliência do ambiente contra quebras

No caso da quebra física de um dos servidores, as máquinas virtuais podem ser acessadas e ligadas nos demais servidores; se estiver corretamente configurado, esse processo acontece automaticamente, sem necessidade do operador intervir, esse recurso é chamado de HA (High Avaliability) ou Alta Disponibilidade e permite que as máquinas virtuais voltem ao trabalho em poucos minutos.

Alta Disponibilidade (HA) automática com Virtualização

 

Conclusão

Esses são apenas alguns dos benefícios da virtualização de servidores. Para ver mais, leia a matéria sobre os 12 Benefícios da Virtualização no Datacenter.

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Era Uma Vez um Gerente de Redes…

Vou contar uma pequena história para ilustrar a importância de gerenciar corretamente a rede de dados de uma empresa, ou outro tipo de organização.

A história do Paulo.

Ele tinha acabado de ser contratado como gerente de redes da XPTO, uma empresa muito importante…

O Paulo não teve muita sorte, porque logo nos primeiros dias houve uma série de problemas.

Em um dos dias, o acesso à Internet estava lento. Dava até pra fechar os olhos e imaginar ao longe aquele barulhinho que os modems faziam quando a conexão era discada.

No outro dia, foi o site da empresa que ficou fora. Por horas! No dia seguinte, todo sistema de telefonia VoIP parou.

Quando a Internet ficou lenta, o Paulo deu uma olhada no roteador e percebeu que estava usando cerca de 80% da conexão contratada. Bastante, mas não o suficiente para ser a causa do problema… Ou seria?

Ele pediu à sua equipe para ver os gráficos históricos de utilização. Mas esses não existiam! Como saber se 80% era normal ou não? No final das contas era só um dos cabos ligados ao switch.

Quando houve o problema com o servidor do sítio web, os logs indicaram um possível ataque de negação de serviço.

Mas, adivinhe! Esse ataque havia começado 2h horas antes e não teve relação com o problema, mas os relógios dos servidores estavam errados e só depois de quase um dia de trabalho percebeu-se que o problema era realmente um bug na aplicação.

Quando o sistema de telefonia parou, não havia sequer documentação sobre como ele estava conectado à rede e Paulo ganhou alguns novos cabelos brancos naquele dia…

Paulo começou a duvidar da “falta de sorte” e a entender porque a XPTO realmente havia contratado um gerente de redes novo.

Começou a imaginar se tinha negociado um salário compatível com o tamanho do problema… Havia muito a ser feito.

Como a fada madrinha dos gerentes de redes não apareceu para transformar clipes e parafusos em novos servidores e roteadores, nem os peixinhos do aquário por mágica viraram técnicos com certificação ITIL, LPI, CCNP, JNCIS e PMP, ele começou a tomar por si mesmo algumas ações simples, mas importantes.

A primeira coisa que o Paulo fez, enquanto ainda apagava incêndios, foi um inventário dos equipamentos e a documentação da topologia de toda a rede. Isso o ajudaria a entender os possíveis elementos envolvidos, no caso de novos problemas.

Ele instalou também um sistema para fazer backup automático diário de todas as configurações importantes dos servidores e roteadores, manter seu histórico e mesmo avisá-lo automaticamente no caso de mudanças feitas sem seu conhecimento prévio.

Ele considerou que isso seria importante para recuperar rapidamente uma configuração anterior, caso uma modificação causasse um problema inesperado.

Criou ainda um processo formal de aprovação para qualquer modificação, segundo o qual todas as áreas possivelmente afetadas deveriam ser consultadas.

Paulo também instalou NTP em todos os roteadores e servidores e padronizou o horário utilizado nos relógios para UTC, a fim de manter a coerência dos logs. Isso o ajudaria a comparar os registros de diferentes servidores, cruzando as informações e entendendo as relações de causa e efeito no caso de problemas.

Ele também configurou um servidor novo, com a única finalidade de centralizar os logs de todos os outros servidores e roteadores.

Os equipamentos armazenariam os registros localmente, mas também enviariam uma cópia para esse servidor central. No caso de uma falha grave ou mesmo invasão em um equipamento, os registros originais estariam preservados e ajudariam a achar o problema.

No futuro, depois de ter registros suficientes do comportamento normal da rede, Paulo poderia também criar alguns scripts para analisar anormalidades nos novos registros e avisá-lo imediatamente.

Outra ação importante foi instalar um novo servidor e sistema para coletar métricas importantes de todos os equipamentos, como banda utilizada, processamento, memória, disco, número de usuários logados, número de processos rodando, etc.

Esse sistema armazena o histórico dessas métricas em formato de gráficos. Com essas informações complementando os logs, Paulo poderia entender o comportamento normal da rede, ter uma base line, incluindo as variações diárias e sazonais.

Assim, no caso de um problema, seria fácil saber o que realmente estava diferente do normal.

Além disso o sistema poderia ajudá-lo a entender variações de médio e longo prazo, por exemplo: um aumento gradual na utilização da banda Internet contratada e a necessidade de renegociar um contrato, ou fazer a aquisição de um roteador ou servidor mais potente.

Paulo instalou um sistema de alertas, que verificava a cada minuto, automaticamente, alguns parâmetros importantes de funcionamento dos principais serviços.

A página web estava respondendo? A utilização da CPU dos equipamentos estava em um nível normal? Havia mais processos rodando do que deveria em algum servidor? O espaço em disco estaria acabando?

Esse sistema era capaz de dar alertas visuais e sonoros aos técnicos de plantão na empresa, e enviar alertas via SMS e para sua conta de Instant Messenger.

Assim, a resposta a qualquer problema passou a ser muito rápida.

Por fim, ele instalou também um sistema de gerenciamento de ocorrências, para registrar todos os problemas e soluções. Isso permitiria um melhor controle sobre a atividade da equipe. Permitiria a criação de uma base de conhecimento.

E mesmo a identificação de problemas recorrentes, que provavelmente tinham uma causa estrutural e exigiriam mudanças na topologia da rede, em equipamentos ou programas.

Paulo fez tudo isso usando software livre e pequenos scripts criados na própria XPTO, por causa dos custos e porque já tinha experiência prévia no assunto, embora também houvesse ótimas opções proprietárias disponíveis comercialmente.

Depois de algumas semanas ele já foi capaz de usar as informações documentadas e histórico acumulado para começar a fazer mudanças na topologia e configuração dos equipamentos, otimizando o funcionamento da rede.

Em pouco tempo, a quantidade de incêndios a apagar diminuiu muito e cada vez mais seu tempo passou a ser dedicado a melhorar os serviços que apoiavam os negócios da XPTO.

Ele até conseguiu um aumento, suficiente para comprar um belo cavalo alazão, imponente, com sua cor castanho avermelhada, crina e cauda douradas.

Paulo e a XPTO viveram, então, felizes para sempre… : -)

E você, gerente de redes, já conseguiu sair da fase das bruxas em seu próprio conto de fadas?

Autor: Antonio M. Moreiras
Fonte: dicas-l.com.br

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