O que é Desktop Virtualization ou Virtualização de Desktop?

 

Virtualização de Desktops é uma tecnologia que separa o sistema operacional e suas aplicações do dispositivo físico que acessa o mesmo.

Pode ser usado também com virtualização de aplicação (por exemplo, usando ThinApp), e por um sistema de gerenciamento de usuários (também chamado de virtualização de usuário, por exemplo, usando VMware Persona), assim, todos os componentes são virtualizados, criando um ambiente muito mais seguro para os Desktops.

Nas implementações mais avançadas, o sistema operacional é uma máquina virtual executando em um servidor rodando um hypervisor dentro de um datacenter. Isso traz estabilidade para o ambiente, e dependendo da implementação, ganhos significativos de performance.

Como os servidores executam em equipamentos muito mais avançados que um desktop comum, um Desktop virtualizado pode acessar os dados da rede a velocidades altas como 10Gbits (versus 1Gbit de um desktop comum), ter a base de aplicativos principais executados a partir de discos SSD de alta performance, ter acesso a placas de computação GPU e quantidades significativas de memória (é comum ter servidores com 128Gb ou 256Gb para desktops virtuais).

Os dispositivos clientes para conexão aos Desktops remotos podem ser Desktops comuns, rodando alguma versão do Windows ou Linux, Thinclients (mini-desktops, com recursos limitados, mas que trazem benefícios de espaço reduzido e baixo consumo de energia), Notebooks comuns, Netbooks, Chromebooks (como anunciado no VMware PEX 2014), Tablets (iPad ou Android) e até Smartphones (iPhone ou Android).

A conexão dos clientes com os desktops é gerenciada por um Connection Broker, que estabelece um protocolo (por exemplo: PCoIP ou RDP) para a comunicação.

Os serviços para hospedar Desktops Virtuais são chamados de VDI (Virtual Desktop Infrastructure), e são responsáveis pela gerência dos Desktops (criação automática e deleção das máquinas virtuais), gerência da conexão dos usuários, segurança (controle de criptografia e de acesso a dispositivos), gerência do perfil dos usuários, de aplicações, entre outros recursos.

Outra forma de entregar Desktops Virtuais, embora alguns especialistas não considerem, é através de Terminal Service, ou Remote Desktop Services como é chamado no Windows Server 2012. A grande diferença do VDI e do RDS é que numa estrutura de VDI é usado um sistema operacional para Desktop comum, como Windows 7 ou Windows 8, enquanto que no RDS é usado um sistema operacional de servidor, como o Windows Server 2008 ou Windows Server 2012.

Ainda sobre VDI versus RDS, num ambiente RDS normalmente são necessários menos recursos para entregar o Desktop, pois os usuários compartilham o mesmo sistema operacional, enquanto que no VDI, como cada usuário tem um sistema operacional para si, têm maior flexibilidade, autonomia e compatibilidade com aplicações e dispositivos remotos.

Em um ambiente empresarial pode-se usar uma configuração mista entre RDS e VDI para entregar o melhor custo-benefício mantendo a flexibilidade.

Alguns aplicativos de fornecedores para implementar VDI: VMware Horizon View, Citrix XenApp (antigo Metaframe), Dell vWorkspace (antigo Quest vWorkspace), Microsoft Terminal Services (acompanha o Windows Server).

O termo DaaS (Desktop as a Service) é usado para indicar quando um provedor externo ou mesmo quando a empresa entrega o Desktop sob demanda para os usuários.

O objetivo principal da Virtualização de Desktops são ganhos de gerenciamento, segurança, disponibilidade do ambiente, mobilidade, padronização e diminuição de custos de aquisição e manutenção dos desktops, mas isso será tema para outro artigo.

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Sobre o autor
Fernando Ulisses dos Santos
Diretor de Tecnologia na Blue Solutions
Especialista em Segurança da Informação
Certificado VCP-DCV, VCAP-DT, VCP-DT

 

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