Os 12 Benefícios da Virtualização de Servidores no Datacenter

 

Virtualização não é apenas “moda” que está sendo adotada nas empresas, existem benefícios reais e mensuráveis para a implantação em Datacenters, mesmo em ambientes de pequenas e médias empresas.

O melhor de tudo é que os benefícios são palpáveis para o negócio, tanto em redução de custos quanto em agilidade da equipe de TI.

Se você tem dúvidas se deve virtualizar seu ambiente, ou se sua diretoria ainda questiona a tecnologia, seguem os principais benefícios que a virtualização proporciona:

1. Menor Aquecimento / Economia de Energia

Servidores consomem Energia Elétrica, e o poder de processamento de servidores modernos estão além da necessidade de muitas aplicações. O uso da virtualização permite múltiplas aplicações rodarem no mesmo servidor, isoladas entre si, o que traz redução do espaço utilizado e da energia elétrica para manter o servidor ligado e refrigerar o ambiente.

2. Redução de Custos de Aquisição e Redução do Espaço Físico

Em empresas que precisam de mais de 1 servidor para executar seus sistemas, a virtualização traz redução de custos de aquisição da solução, pois um mesmo servidor pode ser utilizado para mais de um sistema, e mesmo que precise comprar um servidor com mais capacidade de processamento, memória e disco para dar conta de diversos sistemas, o custo extra desses recursos é bem menor comparado a adquirir um novo servidor para cada sistema.

Só para exemplificar, ao invés de comprar 6 servidores de pequeno porte, como um Dell PowerEdge T110, pode-se comprar apenas 1 servidor de médio porte como o Dell PowerEdge R620 por cerca de 30% do custo inicial.

Para empresas pequenas, não é necessário investir em licenças de software extras para virtualização, os principais fornecedores (VMware e Microsoft) disponibilizam licenças gratuitas de seus produtos. (restrições se aplicam)

3. Green IT / TI Sustentável

Além de reduzir os custos de aquisição e consumo de energia, a virtualização impacta diretamente no meio ambiente. No final da vida útil, existirão menos servidores para serem descartados, resultando em menos materiais tóxicos no meio ambiente.

Em um ambiente virtual é possível configurar para que alguns Hosts sejam desligados durante o período de menor demanda (fins de semana e a noite por exemplo). Um exemplo dessa tecnologia é o DPM (Distributed Power Management) da VMware.

Além da economia de energia direta dos servidores, diminui também a necessidade de refrigeração do ambiente.

4. Menor tempo de parada em manutenções programadas

Em um ambiente virtualizado é possível migrar as aplicações entre servidores físicos on-line, sem desligar ou interromper o serviço, chamado de vMotion (VMware), XenMotion (Citrix) ou Live Migration (Microsoft). Isso permite a execução de tarefas rotineiras, como upgrade de firmware de servidores por exemplo, em horário comercial, sem parar os sistemas e sem pagar horas extras.

Outras manutenções mais complexas podem se beneficiar também, é possível “suspender” uma máquina virtual pouco antes de uma parada do hardware, e quando o mesmo voltar, basta retomar a máquina virtual, ela carregará do ponto onde estava, com os sistemas executando.

Mesmo em um upgrade de ambiente, é possível migrar as máquinas virtuais entre servidores velhos e novos, diminuindo o tempo de reinstalação e configuração da solução.

Fazendo o upgrade do firmware de servidores, também não é necessário realizar o upgrade de drivers nas máquinas virtuais, já que estas não enxergam a camada de hardware diretamente.

5. Rápida recuperação de falhas, backup otimizado e Recuperação de Desastres fácil

Quando um servidor físico apresenta problemas, o tempo para voltar em produção depende muito de estratégias de backup e ferramentas, é necessário uma ferramenta para imagem do sistema operacional, outra para backup, outra para aplicar atualização de patches e drivers, para só depois restaurar o backup.

Um cluster de servidores virtuais traz por padrão a proteção contra a falha física de servidores, as máquinas virtuais são protegidas por um recurso chamado High Avaliability (HA), onde, na falha do servidor que está executando, a mesma é ligada em um outro servidor automaticamente, e em poucos minutos o sistema está recuperado automaticamente.

Também com uma máquina virtual é possível utilizar ferramentas com o Veeam Backup ou o VMware VDP para gravar a imagem da máquina virtual, efetuar o backup e até replicar a máquina virtual para outro Datacenter. Em caso de falhas, é possível restaurar a máquina virtual rapidamente em outro servidor físico, sem se preocupar com drivers e outros detalhes, provendo uma recuperação muito rápida do ambiente.

6. Ambientes de Testes

Com um ambiente virtual é muito simples clonar um conjunto de máquinas virtuais, colocar em um ambiente separado (uma VLAN diferente por exemplo) e executar testes, tanto de atualizações do sistema operacional, quanto atualizações e modificações dos sistemas de produção, como ERP e CRM.

Também é possível utilizar o recurso de Snapshots para upgrades controlados, por exemplo, em uma atualização de versão de um sistema ERP, pode-se criar um Snapshot pouco antes do serviço, executar a atualização, caso detecte algum problema logo após a atualização, basta voltar o Snapshot de antes da atualização para voltar a versão estável em produção, uma operação de poucos segundos, e não de horas como seria voltar um backup.

7. Provisionamento rápido de novos aplicativos e servidores

A virtualização é ideal para atender o crescimento rápido dos negócios, pois possibilita o provisionamento de um servidor em poucos minutos, ao invés de vários dias como seria o processo com servidores físicos.

Antes da virtualização, o processo para provisionar um novo servidor consistia em cotações, compra, entrega, instalação física, alocação de porta de rede, energizar, instalar o sistema operacional e drivers, para só então começar a trabalhar de verdade.

Depois da virtualização, basta escolher um template com o sistema operacional correto e fazer o deploy do mesmo, em poucos cliques o servidor estará instalado e configurado na rede, pronto para instalar as aplicações. Esse tempo é mais reduzido ainda para instalar as aplicações se o fabricante entregar um Appliance Virtual (veja mais nesse outro artigo)

8. Independência de fornecedor

Outra das vantagens da virtualização é a abstração total do hardware, assim, a máquina virtual não fica presa a um tipo de processador, controladora de disco, placa de rede ou qualquer outro dispositivo, permitindo migra-la de hardware muito facilmente.

Com isso, quando for executar a próxima compra de servidores e storage, é possível confrontar os preços muito facilmente, sem se preocupar com os custos de migração de plataforma e reinstalação do ambiente, basta movimentar as máquinas virtuais.

9. Isolamento de Serviços e Aplicações

Muitas vezes para economizar servidores, vários serviços são consolidados no mesmo servidor. É comum por exemplo, em pequenas empresas, o servidor de AD ser o mesmo servidor de Arquivos, ou o servidor Linux que fornece Internet também hospedar a homepage da empresa e outros sistemas Web.

O problema disso é que algumas aplicações que executam bem em conjunto quando instaladas, podem conflitar depois de um tempo com as atualizações, com requisitos de bibliotecas, versões de bancos de dados e drivers específicos, causando problemas. Também não tem como priorizar recursos para aplicativos no mesmo servidor.

Com a virtualização, é possível ter a mesma economia de servidores, mas cada aplicação fica isolada, com seu sistema operacional, bibliotecas e drivers independentes, e é possível dar maior ou menor prioridade para cada uma.

10. Manter sistema legado

É comum encontrar algum sistema legado, conectado em um computador velho em um canto do Datacenter/CPD. Essa aplicação normalmente não tem mais suporte do fabricante (por falta de contrato ou por ter sido descontinuada mesmo), mas é importante estar ali para fins de conformidade e auditoria.

Virtualizando essa aplicação é possível mitigar os principais riscos: quebra do hardware físico (e falta de peças de reposição), corrompimento do sistema de arquivos, backup, disponibilidade, ou seja, a aplicação recebe todo o benefício do ambiente virtual.

11. Automatização de processos e contabilização de recursos

Em implementações mais avançadas, é possível automatizar tarefas da TI para agilidade nos negócios.

O recurso mais simples disponível é o Template de máquinas virtuais, onde algumas máquinas virtuais modelos são criadas, com sistema operacional instalado e boas práticas já aplicadas, para rápido provisionamento pela equipe de TI.

Outro recurso bem conhecido é o DRS da VMware (Distributed Resource Scheduler), que migra as máquinas virtuais de acordo com a necessidade de processamento e memória das mesmas. Esse recurso em conjunto com o DPM pode ser usado para economia de energia, como tratado no tópico acima sobre Green IT.

Mas existem níveis de automatização bem maiores que podem ser conseguidos, é possível, por exemplo, determinar que uma máquina de teste seja excluída automaticamente se ficar 30 dias sem ser utilizada.

Também é possível criar um portal self-service para o usuários avançados, por exemplo: para que desenvolvedores criem os ambientes de testes que precisam sem intervenção da equipe de operações.

Outra funcionalidade forte é a contabilização dos recursos. Com a tendência de isolamento das aplicações, é possível indicar quais VMs pertencem a qual departamento, e contabilizar quantos recursos estão sendo usados por cada departamento, permitindo a TI indicar os custos por área de negócio.

12. Migração para a Computação em Nuvem facilitada

Muitos dos provedores de nuvem suportam IaaS (Infrastructure as a Service), assim, uma máquina virtual pode ser facilmente migrada da estrutura interna para a nuvem sem maiores dificuldades (saiba mais nesse artigo sobre Computação em Nuvem).

Virtualizar seu ambiente atual é o primeiro passo rumo à computação em nuvem. É uma das formas da TI estar mais ligada ao negócio, e entregar mais funcionalidades com menos recursos.

Fernando Ulisses dos Santos
Diretor Técnico Blue Solutions
Certificado VMware VCP, VCP-DT, VCAP-DTD

Leia também:
O que é virtualização?
O que é uma máquina virtual?
O que é computação em nuvem?
O que é um virtual appliance?

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Lançamento Profex para Windows!

Alguns meses atrás fizemos uma reunião aqui na Blue e eu perguntei “que recurso o Profex nunca teria?”, me responderam que era uma versão para Windows.

Resolvemos então desafiar o status quo e desenvolvemos o PROFEX LITE PARA WINDOWS!

Isso mesmo! Uma versão do Profex para Windows Server.

O Profex LITE é voltado para monitoramento do próprio servidor, ele traz os recursos de Gráficos de uso de CPU, Memória, I/O de disco, Espaço de Disco e Uso de Rede.

Ele disponibiliza uma interface Web para consulta dos gráficos, e armazena um histórico de todos os indicadores que coleta.

É ideal para diagnosticar problemas de performance e capacidade e responder as seguintes perguntas:

  • Porque o servidor estava lento a 10 minutos atrás?
  • Se continuarmos crescendo nesse ritmo, em quanto tempo vai acabar o espaço em disco?
  • Existe um horário que o servidor sempre fica lento, o que será?

Veja algumas capturas de tela:

Uso de CPU

Uso de Disco do Drive C:

Uso de Memória do Servidor

Gráfico de Tráfego de Rede

Requisitos do Sistema:

  • Processador Intel ou AMD, recomendado Intel Xeon
  • 1Gb de memória
  • 1Gb de espaço em disco
  • Windows Server 2008 ou Windows Server 2012, 32bits ou 64bits
  • Navegadores compatíveis: Internet Explorer 10, Chrome 30, Firefox 30 ou superior.

Clique abaixo para obter sua cópia:

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O que é um Virtual Appliance?

Um Virtual Appliance é uma máquina virtual pré-criada, normalmente para um fim específico e com um aplicativo específico. O objetivo é permitir que seja fácil e rápido implantar um novo aplicativo, desde que se tenha um sistema hypervisor compatível.

Com o amadurecimento da virtualização de servidores, muitos fornecedores e clientes tem optado por esse modelo de máquina virtual, do que ficar criando uma máquina virtual do zero, instalando sistema operacional e bibliotecas, para só depois instalar o aplicativo.

Os Virtual Appliances normalmente são distribuídos com a extensão OVF (Open Virtualization Format), em um único arquivo que pode ser feito download direto do fornecedor do software. Esse OVF já contem um sistema operacional instalado e pré-configurado, normalmente só precisando configurar detalhes da rede, usuários e senhas.

Uma vez baixado o arquivo .OVF, basta utilizar o cliente para o hypervisor para fazer o deploy (instalação), o que costuma demorar poucos minutos (versus horas de um deploy comum) e torna a tarefa bem simples.

Um exemplo de Virtual Appliance é o VMware vCenter Server Appliance, responsável por administrar diversos “hosts” em um ambiente virtual simultaneamente. Antes de ser distribuído como Virtual Appliance, era necessário instalar um servidor Windows, atualizar até a última versão, um servidor SQL Server ou Oracle para a base de dados, para só depois instalar o vCenter Server. Depois que passou a ser disponibilizado como Virtual Appliance, sua instalação costuma demorar menos de 20 minutos quando o ambiente tem performance adequada.

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O que é computação em nuvem e quais os principais tipos?

Computação em Nuvem é o termo aplicado para um conjunto de recursos computacionais, normalmente armazenados em um Datacenter remoto, disponível sob demanda.

O termo surgiu por volta de 2009, do original em inglês “cloud computing“, utilizado para designar tecnologia contratada sob serviço (normalmente pagando-se uma mensalidade)

Como é a tecnologia

Computação em Nuvem hoje representa três modelos de negócio e tecnologias, embora alguns fornecedores possam listar mais modelos, são variações dos três modelos básicos oferecidos no mercado:

  • Software As a Service (SaaS)

É considerado SaaS quando uma aplicação para  um fim específico é vendido sob a forma de serviços. Ao contrário da venda de aplicativos como licença de software, que permite o uso do software por tempo ilimitado a partir da aquisição da licença por um único pagamento, a venda como serviço normalmente é feita como um pagamento mensal para que o serviço fique disponível no fornecedor, que providencia infraestrutura de servidores e conexões necessários para a prestação do serviço.

Normalmente é vista com bons olhos pelos fornecedores e clientes, os fornecedores porque garantem uma renda fixa mensal independente de novas vendas, e os clientes porque pagam apenas pela utilização, normalmente medida em quantidade de usuários ou recursos computacionais alocados para ele, dividindo os custos de uma estrutura maior entre múltiplos clientes que se beneficiam.

O principal exemplo de fornecedor de software é a Salesforce, líder mundial em sistema CRM, mas existem diversos serviços mais populares que podem ser classificados como SaaS, como Google Docs, GMail, Office365 e mesmo sites populares como Facebook e Dropbox.

  • Infrastructure As a Service (IaaS)

IaaS é o termo aplicado quando o fornecedor entrega recursos computacionais de infraestrutura, como servidores, espaço de armazenamento e capacidade de rede, sob uma taxa mensal de utilização. O modelo mais básico seria o aluguel de um servidor físico em um datacenter, onde o cliente não precisa se preocupar com garantia e disponibilidade do servidor, contratação de links e disponibilidade de energia elétrica.

Hoje em dia, normalmente é vendido como virtualização de servidores sobre um hypervisor, e os clientes não tem que se preocupar com a camada de drivers, basta contratar uma máquina virtual, indicar o sistema operacional desejado, e receberá o mesmo instalado, com toda a parte de rede, como IP e roteamento configurados e utilizando recursos compartilhados com outros usuários.

Alguns exemplos de fornecedores de infraestrutura são: Amazon S3 e Microsoft Azure, e diversos datacenters pelo mundo.

Quando se utiliza virtualização de servidores dentro da empresa, utilizando algum software de gerência avançado com o vCloud Suite, também pode ser considerado como IaaS.

  • Plataform As a Service (PaaS)

PaaS é o termo indicado quando o fornecedor entrega uma plataforma de desenvolvimento de software, que pode ser usada em diferentes ambientes, ou mesmo em um único fornecedor. Para utilizar PaaS, um software deve ser desenvolvido utilizando as bibliotecas de uma determinada plataforma. Isso normalmente permite escalabilidade do software, com recursos como rodar em múltiplos servidores em grid, alta disponibilidade e resiliência a falhas.

Alguns exemplos de fornecedores de PaaS são VMware vFabric SpringSource, Node.js, embora a Amazon Elastic e Microsoft Azure também possam ser classificados como PaaS se consideramos toda a oferta disponível.

Onde são hospedados

Além da classificação da oferta do serviço, a computação em nuvem também pode ser nomeado dependendo onde estão alocados os recursos, existem três tipos distintos:

  • Public Cloud (Nuvem Pública)

Quando a aplicação ou máquina virtual é hospedada em um fornecedor que atende diversos clientes, e um mesmo host físico pode atender diferentes clientes, e uma camada de software (que pode ser o hypervisor quando for IaaS) isola os dados entre os clientes, para que um não enxergue os dados dos demais.

Tem as vantagens de rápido provisionamento, custo sob demanda e até custos reduzidos frente à Nuvem Privada, mas a principal preocupação é quanto ao sigilo e disponibilidade dos dados.

É comum ser utilizada pelas empresas para aplicações secundárias para o negócio, como e-mail, hospedagem de sites, vídeos e material de marketing, mas também tem sido fortemente adotada devido a alguns aplicativos líderes de mercado só estarem disponíveis nessa forma de comercialização, como o Salesforce e o Office365 (embora possa ser instalado localmente, a Microsoft tem feito ofertas especiais para clientes que utilizem sua plataforma na nuvem).

  • Private Cloud (Nuvem Privada)

Quando a aplicação ou máquina virtual é hospedada dentro da empresa, em uma infraestrutura que a empresa comprou ou alugou para uso exclusivo.

Embora tenha maiores custos, normalmente é a preferida para armazenar dados estratégicos e que precisem de tempo de resposta rápido, pois os servidores estão dentro da empresa, garantindo uma baixa latência de rede, e garantindo maior segurança, pois ninguém fora do perímetro da empresa terá acesso sem passar pelo firewall da empresa.

Normalmente é caracterizada pela virtualização de servidores, mas uma Nuvem Privada só pode ser considerada assim se tiver uma camada extra, que permita o self-service de aplicações sob demanda, como por exemplo, a equipe de Marketing instalar um “appliance” de mercado que faz análise de redes sociais.

  • Hybrid Cloud (Nuvem Híbrida)

É considerado Hybrid Cloud quando a empresa faz uso de ambos os locais de armazenamento: remoto em uma Nuvem Pública e local em uma Nuvem Privada, e tem uma camada de software que permita transferir cargas de trabalho entre ambas.

Seria o modelo ideal, onde a empresa tem uma quantidade de recursos computacionais locais para dar conta do dia a dia, e quando precisar executar tarefas mais intensivas, poderia alocar recursos extras de um fornecedor para tal. O principal desafio para adoção da Nuvem Híbrida são os custos de link e a segurança das informações, já que normalmente uma Nuvem Privada executa softwares com informações críticas e confidenciais, não convém transferir para terceiros esses dados, mesmo que por um curto espaço de tempo.

Conclusão

Diversas ferramentas surgiram para tornar mais fácil a administração desses ambientes, entre elas podemos destacar o VMware vCloud Suite, que permite mover cargas de trabalho (normalmente máquinas virtuais) entre nuvens públicas e privada sob demanda e de forma automatizada, através de políticas pré-estabelecidas.

São funcionalidades normalmente encontradas em computação em nuvem: escalonar recursos computacionais sob demanda e fácil administração.

Computação em nuvem é uma forte tendência nas empresas, pois permite que usuários finais com pouco conhecimento possam utilizar os recursos computacionais sob demanda, sem necessidade de um especialista tomando conta de todos os recursos necessários, e que pequenas demandas possam pagar apenas uma fração da infraestrutura mínima para execução de um aplicativo.

 

 

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O que é uma máquina virtual?

Uma máquina virtual (MV), do original em inglês virtual machine (VM), é uma implementação de ambiente computacional onde pode-se instalar e executar um sistema operacional.

A máquina virtual emula um computador físico comum, onde as requisições de CPU, memória, disco, rede e outros hardwares são gerenciados pela camada de virtualização, que traduz essas requisições para o hardware original.

As MVs são criadas sobre um hypervisor, que executa sobre um sistema operacional instalado no computador comum ou servidor. O hypervisor pode ser utilizado para criar múltiplas máquinas virtuais individuais e isoladas entre si.

Normalmente os sistemas operacionais “convidados” (do inglês guest) não sabem que estão sendo executados em uma máquina virtual, e, desde que o sistema operacional cliente seja suportado, pode ser instalado da mesma forma que seria instalado em um computador físico. O sistema “convidado” pode acreditar que está fazendo uma chamada de E/S (entrada e saída) em um disco físico, mas na verdade está gravando em um arquivo no “hospedeiro”.

Exemplos de softwares para criar máquinas virtuais são: VMware Workstation, VMware Player, VMware vSphere (ESX), Microsoft Hyper-V, Citrix XenServer, RedHat KVM e Oracle VirtualBox.

As máquinas virtuais trazem algumas vantagens sobre o modelo tradicional de executar o sistema operacional direto no hardware físico: a possibilidade de compartilhar o hardware físico com outras máquinas virtuais, a facilidade de ser copiado ou movido para outro hardware físico sem precisar se preocupar com drivers, a possibilidade de executar diversas MVs ao mesmo tempo, ideal para fins de testes e desenvolvimento.

Em ambientes empresariais, a virtualização pode facilitar as rotinas de backup, recuperação de desastres, novas implantações de aplicativos (utilizando Virtual Appliances), facilitar as rotinas administrativas e diminuir o downtime.

Veja mais sobre “O que é Virtualização” nesse outro artigo.

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O que é virtualização?

Virtualização (em computação) é a criação de uma versão virtual de alguma coisa, como um sistema operacional, um servidor, um dispositivo de armazenamento (storage) ou recurso de rede.

Funciona dividindo um recurso de hardware físico em partes, que podem ser usadas para fins distintos.

Normalmente o termo virtualização é mais aplicado para virtualização de sistemas operacionais, onde é instalado um software chamado hypervisor, que permite executar diversos sistemas operacionais ao mesmo tempo.

A tecnologia de virtualização de sistemas operacionais iniciou-se com os mainframes a décadas atrás, mas ganhou força e conhecimento público a partir de 1996, quando a VMware  lançou sua primeira versão de hypervisor para a plataforma x86 (processadores Intel e AMD compatíveis).

Alguns anos depois, a virtualização já era realidade no mundo empresarial, ajudando a TI a ganhar produtividade, economizar recursos de servidores e  melhorando a gerência do ambiente.

No mundo empresarial moderno a virtualização está presente em quatro áreas distintas: servidores, storage (armazenamento), network (rede) e aplicação:

  • Virtualização de Servidores / Virtualização de Sistema Operacional

A virtualização de servidores permite executar diversos sistemas operacionais simultaneamente no mesmo hardware, que são chamados de máquinas virtuais. Uma das características é o mascaramento dos recursos físicos (incluindo processadores, quantidade de memória, interfaces de rede), o que permite diminuir a administração de drivers nas máquinas virtuais, e transferir uma máquina virtual entre servidores físicos diferentes sem se preocupar com o hardware, técnica chamada de vMotion, XenMotion ou Live Migration, dependendo do fabricante.

Os principais hypervisors da atualidade para virtualização de servidores são: VMware ESX, Microsoft Hyper-V, Citrix Xen Server, Oracle Virtual Box e RedHat KVM.

  • Virtualização de Storage

A virtualização de storage se aplica normalmente e equipamentos específicos, conhecidos como Storages, o que permite que múltiplos equipamentos sejam reconhecidos e gerenciados como um só. Normalmente também acompanha recursos avançados, como a abstração dos HDs dentro desses equipamentos, permitindo movimentar os dados entre tipos de HDs diferentes ou RAIDs diferentes, para aumentar a performance ou espaço disponível conforme necessidade.

A virtualização de storage ainda pode ser implementada via software, sendo que alguns permitem compartilhar recursos de múltiplos servidores para criar um único pool de armazenamento, aumentando a performance geral e a resiliência contra problemas.

Um exemplo de virtualização de storage via software, é o VMware VSAN. Exemplos de Storages virtualizados são o Dell Equallogic e o Dell Compellent.

  • Virtualização de rede

A virtualização de rede consiste em separar uma camada física de rede em diversas camadas lógicas, isoladas entre si, para fins distintos. A primeira implementação comercial amplamente adotada foi estabelecido pelo IEEE 802.1q, comercialmente chamada de VLAN. Ela permite a criação de diversas camadas dentro de uma rede física, que podem ser propagadas entre os switches, isolando e priorizando tráfegos específicos, como VoIP, sistemas críticos e rede de backup.

Com o advento das placas de 10Gbits, se popularizou uma técnica chamada de partition, que consiste em dividir logicamente essas interfaces em várias camadas, que aparecem para o sistema operacional como interfaces de redes distintas. Cada interface do partition pode ter uma parte da banda reservada, com endereçamento físico exclusivo, o que permite a criação do que é chamado de infraestrutura de rede convergente.

Além da capacidade de divisão da rede física em camadas lógicas, existem novas implementações que visam facilitar a gerência dessas redes, abstraindo todo o tráfego dos switches e transferindo a configuração para interfaces mais automatizadas, com o VMware NSX.

  • Virtualização de aplicação

Na virtualização de aplicação, uma camada de software instalado entre o sistema operacional e a aplicação virtualizada fica responsável pela abstração do sistema operacional, bibliotecas e drivers. O principal uso da virtualização de aplicações é para evitar a necessidade de instalação do aplicativo e a necessidade de validar todas as bibliotecas necessárias para a execução do mesmo.

Um aplicativo virtualizado normalmente é empacotado em um único arquivo, chamado de conteiner, que contém todas as bibliotecas necessárias para executar aquele aplicativo, e permite executar em computadores diferentes sem a necessidade de instalar todas as bibliotecas.

A virtualização de aplicativos também permite a coexistências de múltiplas versões do mesmo aplicativo ao mesmo tempo no mesmo computador, por exemplo, por questões de compatibilidade de sites, algumas empresas precisam executar uma versão específica e antiga do Internet Explorer, usando a virtualização, é possível que a URL daquele site execute uma versão do Internet Explorer virtualizada, enquanto que as estações podem ser atualizadas para sempre rodar a última versão nos demais sites, garantindo a segurança.

Exemplos de software para virtualizar aplicativos: VMware ThinApp

  • Virtualização de desktops

A virtualização de Desktops não é diferente da virtualização de Sistema Operacional, consiste em executar o sistema operacional do Desktop (Windows 7 ou Windows 8 por exemplo) em uma máquina virtual.

Pode ser executada dentro do próprio computador do usuário, mas isso exige que o computador tenha maiores recursos de CPU, espaço em disco e memória para permitir executar dois ou mais sistemas operacionais simultâneo. A grande utilidade nesse caso é para desenvolvedores, para terem acesso a diferentes versões do sistema operacional para testar o aplicativo. Um exemplo de software para virtualização de Desktop é o VMware Workstation e VMware Player.

Normalmente no ambiente empresarial a virtualização de Desktops é executada nos servidores, ou seja, o sistema operacional é executado no Datacenter, e o usuário final tem um desktop “cliente” mais modesto, como um Thinclient ou um Chromebook (veja em novidades do VMware PEX 2014).

A vantagem nesse caso é o ganho de performance dos desktops, que podem ser executados em servidores de alta performance e com maior conectividade, melhora na gerência, centralização, melhora na segurança, conectividade em qualquer lugar, compatibilidade com dispositivos móveis como tables e smartphones, entre outras.

Um exemplo de software para fazer virtualização de Desktops é o VMware Horizon View.


A virtualização é uma tendência geral dentro das empresas, pois permite a automatização de processos, facilidade de gerenciamento, uso adequado de recursos e a possibilidade de contabilizar exatamente quanto cada usuário ou departamento utiliza dos recursos computacionais.

O objetivo principal da virtualização é centralizar tarefas administrativas, conseguir escalabilidade de aplicações, responder mais rápido às necessidades do negócio e facilitar a vida dos gestores de TI e administradores de redes, storages e servidores.

A virtualização de servidores junto com capacidade de conexão da Internet é uma peça chave para a adoção da computação em nuvem pelas empresas.

 

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Tecnologia reduz riscos de erro médico

A tecnologia tem tornado os exames de imagem cada vez mais nítidos e eletronicamente acessíveis, dando aos médicos condições de diagnosticar problemas de saúde com muito mais precisão e rapidez. Uma dessas inovações, a chamada tierização, consiste em direcionar e armazenar dados recentes e, portanto, acessados com frequência, a servidores mais rápidos.

Armazenamento: com novas técnicas, o resultado de exames de imagem fica pronto na hora

Graças a esse tipo de tecnologia, exames de raio X e ressonância magnética ficam prontos quase instantaneamente, dando aos médicos acesso rápido aos resultados e ao prontuário completo dos pacientes. “Há dois anos, os hospitais perdiam espaço físico e tempo com a revelação de exames de imagem. Hoje, todos esses arquivos são gravados em computadores”, diz Ulisses dos Santos, diretor da empresa de tecnologia da informação Blue Solutions.

Armazenamento inteligente
Para otimizar o uso dos sistemas e economizar recursos (manter uma estrutura moderna de storage de dados sai caro), especialistas em TI sugerem que as informações mais antigas sejam armazenadas em discos mais baratos e de menor capacidade. “Apenas 20% do total de dados mensais gerados por uma empresa é frequentemente acessado”, diz Santos. “Por esse motivo, no caso de hospitais e laboratórios, exames com mais de cinco anos não deveriam ficar nas camadas de armazenamento de alto custo.”

Menores e mais compactos, os novos equipamentos de storage já possuem capacidade para armazenar imagens em altíssima resolução. Mas a escolha dos equipamentos deve ser criteriosa. “É preciso tomar cuidado para que não haja perda de qualidade da imagem no processo de compactação”, diz Santos.

Solução sob medida
Em geral, hospitais, laboratórios e centros de pesquisa precisam que todos os dados, sejam eles recentes ou não, fiquem sempre disponíveis para consultas online. Nesse caso, uma das formas de aumentar a produtividade sem comprometer o orçamento é, de fato, gravar os dados mais antigos em discos de alta capacidade, mas optar por aqueles um pouco mais lentos e com custo menor por terabyte. “Essa estratégia ajudou um de nossos clientes a dobrar o tempo de armazenamento de dados de dois para quatro anos”, diz Santos.

Fonte: Exame.com

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Tipos de Tomadas e Plugues de Energia Elétrica

 

Desde 2010 já está implantado o novo padrão brasileiro de tomadas elétricas. O novo modelo oferece maior segurança e estabilidade elétrica para quem o usa.
A nova padronização estabelecida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) cria dois modelos básicos de plugues e tomadas: o bipolar (com dois pinos) e o bipolar com aterramento (com três pinos).

O padrão foi criado, acima de tudo, para dar mais segurança ao consumidor, ao diminuir a possibilidade de choques elétricos, incêndios e mortes. Nos últimos dez anos, o DataSUS registrou 13.776 internações com 379 óbitos e mais 15.418 mortes imediatas decorrentes de acidentes relativos à exposição a correntes elétricas em residências, escolas, asilos e locais de trabalho. Além disso, dentre os acidentados, o choque elétrico é a terceira maior causa de morte infantil (fonte: Inmetro)

Norma NBR, plugue modelo 14136
Norma NBR, Plugue modelo 14136
Mas, além do formato brasileiro, frequentemente nos deparamos com os plugues mais diversos em equipamentos eletrônicos e principalmente

Plugues de tomadas no Mundo

O padrão N é exclusivo do Brasil, por isso, é importante levar sempre um conversor de tomada quando for viajar e levar seus equipamentos eletrônicos (notebook, celulares). Seguem os modelos encontrados pelo mundo:

Plug tipo A
Plugue tipo A
Estados Unidos, México, Canadá e Japão
 
Plugue tipo B
Plugue tipo B
Estados Unidos, México, Canadá e Japão
 
Plugue tipo C
Plugue tipo C
Europa, América do Sul e Ásia
Plugue tipo D
 Plugue tipo D
Índia
 
Plugue tipo E
 Plugue tipo E
França, Bélgica, Polônia e outros países da Europa
Plugue tipo F
Europa e Rússia
Plugue tipo G
Plugue tipo G
Inglaterra, Irlanda
 
Plugue tipo H
Israel
 
Plugue tipo I
Austrália, Nova Zelândia, China e Argentina
 
Plugue tipo J
Plugue tipo J
Suíça
 
Plugue tipo K
Dinamarca
 
Plugue tipo L
Itália e Chile
 
Plugue tipo M
África do Sul
 
Plugue tipo N
Brasil
 
Plugue tipo O
Tailândia

Plugues de tomadas em Data Centers

Dentro do Datacenter, existem outros tipos de tomadas, conheça os principais:

Norma NEMA, Plugue modelo 5-15P
Norma NEMA, Plugue modelo 5-15P
Padrão “americano”, normalmente acompanha computadores importados. Também é usado em racks de servidores para instalações em 110V.

 

Norma IEC, Plugue modelo C14
Norma IEC, Plugue modelo C14

 

C13 com C14
C13 com C14
Normalmente usado em racks de servidores com voltagem de 220V
 
Norma IEC, Plugue modelo C20
Norma IEC, Plugue modelo C20

 

Norma IEC, Plugues C19 com C20
Norma IEC, Plugues C19 com C20
Normalmente encontrado em cabos de PDUs
Norma IEC, Plugues C19 com C14
Norma IEC, Plugues C19 com C14
Normal NEMA, Plugue modelo L5-20P com lock
Normal NEMA, Plugue modelo L5-20P com lock
Normalmente encontrada em Nobreaks de pequeno e médio porte

 


Tomada fêmea NEMA L5-20R
Tomada fêmea NEMA L5-20R
Cabo lock L6-30R e L6-30P
Cabo lock L6-30R e L6-30P

 Calhas PDU (Power Distribution Unit)

Nos Data Centers, os equipamentos de TI exigem cada vez mais energia disponível para seu funcionamento ideal. Garantir que esta energia esteja bem distribuída é de importância cada vez maior para evitar danos e paradas involuntárias de equipamentos.
As réguas de tomadas convencionais (domésticas) não podem ser usadas nos Data Centers, pois não são projetadas para as altas cargas dos equipamentos, por isso é importante utilizar Calhas de Tomadas específicas para alta densidade.
Existe hoje Brasil uma série de PDUs para ajudar nos controles e na distribuição adequada de cargas nos circuitos elétricos de CPDs e instalações de TI.


PDU com entradas C13 e tomada lock L5-20P

 PDU simples com entradas C13 e tomada lock L5-20P


PDU Inteligente
 Múltiplos tipos de plugues, e possibilidade de gerenciar a energia dos equipamentos remotamente.

 

PDU com entradas C13 e tomada lock L5-20PPDU com entrada dupla 
Para equipamentos que não possuem fonte redundante, a PDU com entrada dupla pode ser alimentada por duas fontes de energia separadas (dois nobreaks, por exemplo), e ela chaveia automaticamente entre as fontes de energia para garantir o fornecimento contínuo para o equipamento.
PDUs com cabo opcional
PDU Inteligente com entradas diversas
PDU com controle remoto, permite mensurar o consumo individual de cada equipamento, além de fornecer diversas saídas, também permite controlar individualmente cada uma, desligando e ligando o equipamento se necessário.

Norma NEMA

 (National Electrical Manufacturers Association)
Nomemclatura NEMA

 

Norma IEC

 (International Electrotechnical Commission)
Plugues IEC
Plug IEC

 

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Blue Solutions – Dell Enterprise & User Forum US

         Na última semana, a Blue Solutions, representada por um de seus sócios, Daniel Ortiz, participou do Dell Enterprise & User Forum, evento para parceiros e clientes da Dell que aconteceu entre os dias 23 e 26 de Junho/2014 em Miami,FL.

     Nele foram anunciadas as principais novidades de Servidores, Storage e Network, além dos softwares de gerenciamento e monitoramento que compõem as soluções Dell.

     Durante o evento, aconteceu um jantar VIP com o time mundial de storage, com a presença de Alan Atkinson, VP/GM Dell Storage e outros VP´s da Dell, onde tivemos o privilégio de estarmos entre os 2 canais do Brasil que foram convidados e pudemos, além de discutir estratégia de mercado, desfrutar de um bom vinho a beira-mar.

     Contamos também com a presença marcante da Cheryl Cook, VP de Canais Dell, que contribuiu muito com sua visão do programa de canais e reforçou a importância dos canais para o crescimento da Dell. Alguns dos conteúdos foram disponibilizados no site oficial, veja em:
http://dellenterpriseforum.com/us/ (em inglês)

Confira algumas fotos do evento:

Confira outras fotos do evento em nossa página no Facebook: Blue Solutions

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